
comidinha gostosa com grãos, legumes e temperos
Eu não como carne há seis anos. Nem branca, nem vermelha, nem peixe, nem frutos do mar. Não foi uma decisão mental, não foi com o intuito de salvar os animais, foi meu corpo que pediu. E eu atendi. Tenho muito mais disposição, durmo melhor, meu sistema digestivo funciona superbem, enfim, os benefícios, para mim, foram inúmeros. Mas vejo muita gente resolver parar de comer carne e se atrapalhar demais com a nova alimentação. Como diz minha homeopata, “para ser vegetariano tem que ter café no bule”. Isso porque você precisa comer verdadeiramente bem e abusar da combinação de vegetais, raízes e grãos, muitos grãos, diariamente. Cair na besteira de comer massa demais, queijo demais, açúcar demais, certamente vai fazer o corpo gritar cedo ou tarde. É por isso que o pessoal da Vivenda A Vida, loja onde compro boa parte dos meus grãos, frutas secas etc, resolveu incluir em seu programa um workshop com o tema “Virei vegetariano, e agora?”. Quem vai explicar tudo sobre o assunto são as nutricionistas Lenycia Neri e Bianca de Paula, sócias da Nutri4life. O evento acontece dia 31/08, na loja dos Jardins, das 18h30 às 19h30. São apenas 15 vagas e a inscrição custa R$ 35,00. Mande um email para contato@nutri4life.com.br e aproveite para se informar de outros cursos, como o “Verdades e mentiras sobre as rações humanas”.
Vai lá: Vivenda A Vida: Alameda Jaú, 1581, Jardins. Tel.: (11) 2361 2194

que tal aprender a dar graça aos legumes?
Quer comer mais saudável, mas acha impossível conseguir?Então você tem que conhecer a Adi Patias. Minha comadre, chef e gourmet de comidinhas saudáveis, requintadas, incríveis. Não me canso de citá-la aqui no blog e o motivo é simples: eu adoro comer saudável, conheço todos os restaurantes vegetarianos e naturebas de São Paulo, alguns do Rio - e a maioria deixa muito a desejar. Alguns são bons, mas nada que se compare aos pratos da Adi. O crítico de gastronomia Josimar Melo costuma dizer que os restaurantes ainda não resolveram a equação que coloca na mesma fórmula a cozinha vegetariana e a gastronomia de alto nível. Segundo ele, os restaurantes vegetarianos sempre pecam onde não poderiam errar: os legumes são apresentados insossos, sem gosto, sem vida. Eu superconcordo com ele. E a Adriana sabe bem disso. Por isso ela capricha nos temperos, na textura, na cor, no sabor e no requinte de seus pratos. Afinal, comer tem que ser, sobretudo, gostoso. Tudo isso pra dizer que, neste domingo, a Adi vai abrir sua cozinha para dar um curso de... legumes. Serão 4 horas de teoria e muita prática. “Vamos abordar a questão da gastronomia desde como cultivar até a hora de ir ao prato. Receitas recheadas de especiarias, ervas e vários segredinhos para tornar a alimentação vegetariana rica e saborosa.Não perca, as vagas são limitadas”, diz a própria. A casa da Adi fica em um lugar lindo na serra da Cantareira. Quem não estiver a fim de pegar carro pode ir de metrô até a estação Parada Inglesa – que haverá transporte gratuito até a casa da Adi.
Vai lá: curso de Legumes, com Adi Patias, neste domingo, 21/03, das 10h às 15h, por R$ 165,00. Mais informações: adrianapatias@globo.com ou 11 9233 5396.

O Swami (à frente) e Amma (na foto, atrás)
Hoje, um discípulo de uma das principais líderes espirituais do mundo, a Amma, conhecida por dar abraços cheios de vida nas pessoas em todo o mundo e agente de uma ação comunitária de mover montanhas, está no Brasil. Ele se chama Swami Ramakrishnananda e veio trazer um pouco do universo de sua mestra a São Paulo. Amma esteve no Brasil em 2007 e causou uma verdadeira comoção no Rio de Janeiro. Hoje, sexta, e amanhã, sábado, o Swami vai falar sobre sucesso, meditação e o que você pode fazer para manter o mínimo de tranquilidade e equilíbrio em meio ao caos da atualidade em uma palestra no Sesc Lapa. Hoje, às 20h30, ele vai propor uma nova compreensão da busca pelo sucesso, a partir de princípios espirituais. Amanhã, às 18h30, ele dará uma palestra com a pegada “Sabedoria Milenar Aplicada aos dias de Hoje”. Além disso, responderá perguntas dos participantes. Para entrar, basta levar 1 kg de alimento não perecível ou roupa/ calçado em bom estado (que serão destinados às vítimas das enchentes em São Paulo). Amma (mãe em sânscrito), é a criadora de uma das maiores obras assistenciais do mundo e uma espécie de “mulher santa” encarnada. Seu ashram, na Índia, é frequentado e procurada por gente de todo o mundo. Com um jeito simples e direto, ela leva mensagens de amor e integridade ao mundo. Eu experimentei seu abraço quando ela esteve no Rio de Janeiro e digo a todos: “Fui abraçada por ela, e nunca senti uma sensação de amor tão genúíno em toda minha vida”. A presença dela chega até a causar tontura. Por isso, vale estar na presença do Swami, já que ele convive com a Amma há mais de três décadas, recebendo seus ensinamentos e ajudando-a em sua obra. Para saber mais: http://www.ammabrasil.org/ . O Sesc Lapa fica na rua Faustolo, 1347, tel.: 11 3865-4888

no prato, mattar paneer e arroz com especiarias
Impressionante como o blog faz sucesso quando o assunto é comida. No meu caso, comida natural cheia de graça, cor e sabor. Prometi há duas semanas dar as receitas dos pratos que fizeram minha ceia de ano novo um sucesso. Atrasei, mas não falhei. Abaixo, estão as receitas do mattar paneer e do arroz com especiarias. Sucesso garantido, esses pratos combinam perfeitamente e são ótimos para um jantarzinho mais elaborado. As duas receitas são da minha amiga, comadre e gourmet especialista em comida natural sofisticada Adriana Patias. Bom apetite!
Mattar paneer:
É meu prato indiano preferido. Meu marido o apelidou, carinhosamente, de “strogonofinho hindu”, por causa do creme de leite e dos pedacinhos crocantes de queijo. Os temperos todos são encontrados no supermercado. As especiarias da Bombay são minhas preferidas. Caso não tenha algum ingrediente, faça mesmo assim, substitua, invente, vá no seu feeling. Caso você seja da turma dos que detestam coentro, elimine-o. E, se não estiver a fim de pimenta, não ponha. O ghee é o óleo que eu uso no lugar do azeite ou de qualquer outro óleo vegetal. Trata-se de uma manteiga clarificada, que tem zero de colesterol e é muito saborosa. Você pode encomendá-lo com a Adriana em sua vendinha natural virtual ou usar qualquer outro óleo no lugar. Dou a receita - e explico as mil qualidades do ghee - num próximo post.
Em uma panela, refogue, no ghee (ou no azeite), 400 gramas de ricota (ou de um queijinho fresco chamado paneer, que você pode encomendar com a Adriana);
Numa outra panela, refogue, em quatro colheres de ghee:
1 e ½ colher (sopa) de gengibre ralado;
½ colher (sopa) de alho amassado;
3 cebolas médias cortadas em tiras;
1 colher (chá) de sal;
1 pitada de assa-fétida.
Espere esses ingredientes dourarem e acrescente:
450 gramas de ervilhas frescas;
3 colheres (sopa) de iogurte dissolvidos em 1 xícara de água;
1 colher (chá) de cúrcuma;
1 colher (chá) de pimenta vermelha em pó;
1 colher (chá) de coentro em pó;
2 e ½ colheres (chá) de garam-masala.
Cozinhe até as ervilhas ficarem tenras e acrescente:
4 tomates picados, sem pele e sem sementes;
3 colheres (sopa) de extrato de tomate firme.
Deixe ferver por 10 minutos, se necessário coloque água para não queimar. Junte o queijo frito em cubos, abaixe o fogo, tampe e deixe cozinhar por mais 5 minutos.
Antes de servir, acrescente 1 lata de creme de leite (eu prefiro o fresco, da Balkis) e algumas fontes de coentro rasgadas.

arroz com especiarias
Arroz com especiarias:
Fácil de fazer, “orna” perfeitamente com o mattar panner. Caso você não tenha algum ingrediente, a dica é a mesma: faça mesmo assim, substitua, invente!
Ingredientes
½ xícara de lentilhas vermelhas;
10 pistilos de açafrão;
1 abobrinha média;
3 colheres de ghee;
1 cebola média bem picadinha;
1 xícara de arroz cateto integral pré-cozido (eu gosto do Wolkman);
½ colher (chá) de curry;
½ colher (chá) de cominho em pó;
½ xícara de amêndoas em lascas;
10 damascos secos cortados em tiras;
½ xícara de coentro fresco rasgados;
2 pimentas picadas (prefiro a dedo de moça).
Sal a gosto.
Modo de preparo
Deixe a lentilha de molho por 15 minutos, escorra e reserve;
Coloque os pistilos de açafrão de molho em 3 xícaras de água fervente e reserve;
Retire a casca da abobrinha e descarte a parte das sementes;
Corte o restante em cubos pequenos. Refogue a abobrinha em uma colher de ghee com uma pitada de sal;
Aqueça o resto do ghee e refogue a cebola, adicione o arroz, a lentilha e frite-os;
Junte a água do açafrão, as especiarias e o sal, cozinhando até o arroz ficar al dente;
Desligue o fogo, junte as abobrinhas, tampe a panela, deixe descansar por 5 minutos e adicione as frutas secas, o coentro picado e as pimentas;
Misture e sirva.

velinhas, sossego e silêncio em casa!
Cada vez mais, sinto vontade de ficar quieta nessas datas em que o mundo ferve, frita, se acaba. Prefiro fugir de toda e qualquer muvuca e ficar comigo mesma e com pessoas queridas. Esse ano, em especial, minha decisão de passar o Réveillon em casa, com meu marido e minha filhota de dois anos, causou. Causou reações tão engraçadas nas pessoas, que vale a pena reproduzir algumas aqui: “Mas, filho, vocês estão sem dinheiro pra viajar?”, perguntou, seríssima, minha sogra ao meu marido no Natal. “Tá tudo bem com vocês?”, indagou uma colega de trabalho pouco antes de sairmos de férias, no final de dezembro. Mas o melhor e mais espontâneo comentário veio do filho de um amigo, de 12 anos:
- Vocês vão passar o Réveillon onde?
- Em casa.
- Em São Paulo?
- É.
- Na Avenida Paulista?
- Não, esqueceu que a gente mora na serra da Cantareira?
- Ah é.
- Mas lá, sozinhos, fazendo o quê?
- Nada.
- Como assim nada?
- Nada, nada. Meditando.
- Meditando?
- É. Em silêncio.
- Mas dá pra ficar em silêncio no Ano Novo?
Dá. Claro que dá. E era tudo que a gente queria. Enchemos a casa de velas, colocamos musiquinhas gostosas, fiz uma ceia-delícia, comemos cerejas com a Alice antes dela dormir, aí pelas 21h e, às 23h30, desligamos o som e nos sentamos para meditar. Ou melhor, pra ficar quietos e deixar os pensamentos simplesmente passarem. E assim foi até umas 24h30. Os fogos estourando, o mundo enlouquecendo, e a gente ali, quietinhos. Só pra nos lembrar de quem somos, e também que não precisamos de nada além de estar bem com a gente mesmo. Inevitavelmente, lembrei de uma frase do Guimarães Rosa, do Grande Sertão, que é assim: “A gente quer se afastar de si próprio... Pra isso é que o muito se fala. O senhor sabe o que é o silêncio? O silêncio é a gente mesmo, demais”. E assim, bem quietinha, passei o melhor Ano Novo da minha vida. E pra você, que está aqui lendo este post, um grande beijo, um lindo ano e muito silêncio e tranquilidade em 2010!
P.S.: Prometo postar aqui, ainda essa semana, o menu da ceia: arroz com especiarias, matar paneer (meu prato indiano preferido) e, de sobremesa, iogurte com calda de frutas vermelhas. Até!

canteirinho de ervas em varanda de apê
Você adora cozinhar. Tanto que já comprou várias vezes aqueles vasinhos de ervas no supermercado, plantou na sua varanda e... depois de um mês não tinha mais nada. Ou até conseguiu manter o manjericão, mas perdeu o hortelã na primeira chuvinha ou o alecrim por causa de uns bichinhos estranhos que grudaram nas folhas. E o orégano, ah, o orégano... Ele amarela nas pontas. Sei bem. Ter temperos à mão na hora de cozinhar é um luxo, uma delícia, mas, pra mantê-los no quintal, na varanda ou mesmo na janela do apê é preciso conhecer pelo menos um pouquinho a lógica da coisa. É por isso que meu marido, o agrônomo Marcelo Noronha, faz tanto sucesso com suas hortinhas orgânicas personalizadas. Desde 2006, ele monta hortas urbanas em casas, apartamentos e condomínios sem o uso de agrotóxicos ou qualquer tipo de química com sua empresa, a Minha Horta. De dois anos pra cá, vem promovendo oficinas sobre o assunto, todas bem badaladas. Pra encerrar 2009, ele reuniu o melhor desses cursos num workshop de um dia com teoria e prática. No próximo domingo, lá na serra da Cantareira, onde moramos, ele vai dar uma geral em agricultura orgânica e urbana; nutrientes e luz; plantio e adubação e hortas em pequenos espaços. Além disso, depois de um break para um almoço (todo orgânico, preparado pela chef Adriana Patias), a turma vai praticar, remontando a horta do local e fazendo uma compostagem. Sim, é possível aproveitar suas cascas e bagaços e fazer compostagem até em apartamentos (não fica fedido, eu juro!). O Marcelo ainda vai ensinar a germinar brotos (como os de trigo) em bandejinhas, para bater aquele suco verde delicioso de manhã. Uma oportunidade de entender melhor do assunto, das ervas e, claro, da vida.
Vai lá: Oficina de Horta Caseira Orgânica, Brotos e Compostagem, dia 06/12/09, das 9h às 18h, na serra da Cantareira, SP. Curso + almoço + vasinho com ervas de brinde = R$ 170,00. As vagas são limitadas, então, se você se interessou, pega o telefone, liga para a Adriana no 11 4485 3217 e faça sua inscrição. Mães podem levar os filhos (no espaço tem cama elástica, outras crianças e vários brinquedos, além de toda natureza local).

as ervas, os temperos e os sabores da culinária da adriana
Desde que fiquei grávida, dois anos e meio atrás, fui enjoando gradativamente da comida de todos os restaurantes das redondezas da Trip. Sou vegetariana, mas adoro comer bem, saborear coisas com tempero, com cheiro, com cor e, sobretudo, com gosto. De saco cheio das gororobas dos restaurantes vegetarianos e empapuçada das comidas sem graça dos quilos e afins, passei a trazer minha própria comidinha. Isso virou mania: nunca mais parei. Todo dia, salvo quando tenho algum encontro ou conversa de trabalho, almoço na cozinha da editora. E meu prato sempre causa curiosidade e comentários: “Nossa, que lindo, que colorido, o que é isso?”, ou: “Que cheirinho de ervas” ou ainda: “Como você aprendeu a fazer essas coisas?”. De legumes salpicados na semente de mostarda a tabule de quinua ou ainda abóbora picante com ervas, meu almoço é sempre uma delícia. E quem me ensinou a preparar tudo isso foi a chef Adriana Patias. Especialista em culinária vegetariana com sabor, ela, que é gaúcha descendente de italianos, aprendeu a misturar a tradição de sua família aos temperos e sabores da Índia. Na culinária da Adriana, nada de soja borrachenta, tofu sem gosto ou quiche sem graça. Usando e abusando das ervas, das especiarias e da criatividade, ela ensina a preparar pratos rápidos, saborosos, ousados, sem carne e super saudáveis. De tanto que me perguntam e querem saber como é que faz comida vegetariana gostosa, estou até editando um livro de receitas da Adriana. Enquanto não fica pronto, aproveite pra fazer o curso que ela vai dar nesse fim de semana, num espaço charmosinho e aconchegante em Pinheiros, SP.
Vai lá: Pra saber mais, fale com a própria no 11 4485 5360. O curso custa R$ 80 e rola neste sábado, 28/11, das 10h às 13h, no Antakarana: r. Lisboa, 328, tel.: 3064 4630.

atenção para o risoto da casa
Há dois anos, a paulistana Bia Goll, 34, abriu o Otto Bistrot: um restaurante com cara de casa antiga, no centro de São Paulo. O sobrado é decorado com objetos herdados de amigos, parentes ou... de lixos – como os espelhos que ocupam as paredes. O ambiente segue o estilo da dona, que se veste com roupas usadas, presentes de quem já conhece sua mania de reaproveitamento. No Otto as três opções de pratos diárias são preparadas na hora. Eu, que sou vegetariana, dispenso o lombo na cerveja ou o hambúrguer com gorgonzola, para ficar com o risoto de tomates frescos, rúcula, pesto e parmesão, o arroz com laranja ou até o básico legumes na manteiga – tudo uma delícia, já que Bia e seus três assistentes capricham no tempero com ervas. Fui convidada para preparar, eu mesma, o que quisesse numa próxima visita, fazendo parte do já tradicional evento “Chef por um dia”. “Queria que as pessoas se sentissem à vontade”, conta Bia, que morou entre Alemanha, Suíça e Itália por seis anos, onde passou pela cozinha de bares e restaurantes. “Sigo o modelo dos bistrôs europeus. Lá, são restaurantes pequenos, que funcionam como se a dona da casa estivesse preparando uma comidinha e estendesse o cardápio às pessoas que passam”. Nesse clima, o andar de cima do Otto tem um brechó e um espaço para exposições e, mesmo fora da hora das refeições, alguns clientes nem pensam em levantar das mesas, com seus laptops e caderninhos. (Ariane Abdallah)
Vai Lá: r. Pedro Taques, 129, Consolação, São Paulo, 11 3231-5330