Revista TPM

 
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Postado em 12.03.2010 | 19:03 | Renata Leão
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O Swami (à frente) e Amma (na foto, atrás)

O Swami (à frente) e Amma (na foto, atrás)

Hoje, um discípulo de uma das principais líderes espirituais do mundo, a Amma, conhecida por dar abraços cheios de vida nas pessoas em todo o mundo e agente de uma ação comunitária de mover montanhas, está no Brasil. Ele se chama Swami Ramakrishnananda e veio trazer um pouco do universo de sua mestra a São Paulo. Amma esteve no Brasil em 2007 e causou uma verdadeira comoção no Rio de Janeiro. Hoje, sexta, e amanhã, sábado, o Swami vai falar sobre sucesso, meditação e o que você pode fazer para manter o mínimo de tranquilidade e equilíbrio em meio ao caos da atualidade em uma palestra no Sesc Lapa.  Hoje, às 20h30, ele vai propor uma nova compreensão da busca pelo sucesso, a partir de princípios espirituais. Amanhã, às 18h30, ele dará uma palestra com a pegada “Sabedoria Milenar Aplicada aos dias de Hoje”. Além disso, responderá  perguntas dos participantes. Para entrar, basta levar 1 kg de alimento não perecível ou roupa/ calçado em bom estado (que serão destinados às vítimas das enchentes em São Paulo). Amma (mãe em sânscrito), é a criadora de uma das maiores obras assistenciais do mundo e uma espécie de “mulher santa” encarnada. Seu ashram, na Índia, é frequentado e procurada por gente de todo o mundo. Com um jeito simples e direto, ela leva mensagens de amor e integridade ao mundo. Eu experimentei seu abraço quando ela esteve no Rio de Janeiro e digo a todos: “Fui abraçada por ela, e nunca senti uma sensação de amor tão genúíno em toda minha vida”. A presença dela chega até a causar tontura. Por isso, vale estar na presença do Swami, já que ele convive com a Amma há mais de três décadas, recebendo seus ensinamentos e ajudando-a em sua obra. Para saber mais: http://www.ammabrasil.org/ . O Sesc Lapa fica na rua Faustolo, 1347, tel.: 11 3865-4888  

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Postado em 27.01.2010 | 12:01 | Renata Leão
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Um monte de coisas pra fazer, mil coisas a conquistar, vontade de mudar de vida, mil opções e decisões para tomar a todo momento, tempo cada vez mais curto. Essas são algumas das situações e emoções que passam pela cabeça de qualquer pessoa que vive e trabalha numa cidade como São Paulo.

Como o budismo encara essas questões? De que forma uma filosofia que pensa o mundo e o ser humano há alguns milênios pode ajudar na busca por um modo de vida e uma mente mais equilibrados? Esse é o tema da palestra que o Geshe (professor) Thupten Tenzin fará hoje, para a turma aqui da TRIP.

Geshe Thupten Tenzin é monge budista desde 8 anos de idade e estudou filosofia básica no Monastério Spiti, na Índia, onde nasceu. Durante 18 anos frequentou o Monastério Gaden Shartse, onde se tornou Geshe Lalampa - o mais alto reconhecimento em filosofia budista - ordenado pelo próprio Dalai Lama. É um dos poucos monges que podem ler o Mo, uma espécie de oráculo.

Já que esse ser tão especial está no Brasil e vem falar de temas tão atuais e pertinentes, resolvi convidar os leitores do meu blog para partcicipar. Sendo assim, os dois primeiros leitores que deixarem um post aqui, até as 16h, e mandarem email para a Daniela no danielam@trip.com.br estão convidados a assistir à palestra, junto com a turma da editora, hoje, quarta, dia 27/01, às 17h, aqui pertinho da Trip, no Restaurante Goa.

Depois eu conto pra vocês o que, de mais bacana, disse o Ghese Thupten.

Até!

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Postado em 06.01.2010 | 17:01 | Renata Leão
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velinhas, sossego e silêncio em casa!

velinhas, sossego e silêncio em casa!

Cada vez mais, sinto vontade de ficar quieta nessas datas em que o mundo ferve, frita, se acaba. Prefiro fugir de toda e qualquer muvuca e ficar comigo mesma e com pessoas queridas. Esse ano, em especial, minha decisão de passar o Réveillon em casa, com meu marido e minha filhota de dois anos, causou. Causou reações tão engraçadas nas pessoas, que vale a pena reproduzir algumas aqui: “Mas, filho, vocês estão sem dinheiro pra viajar?”, perguntou, seríssima, minha sogra ao meu marido no Natal. “Tá tudo bem com vocês?”, indagou uma colega de trabalho pouco antes de sairmos de férias, no final de dezembro. Mas o melhor e mais espontâneo comentário veio do filho de um amigo, de 12 anos:

- Vocês vão passar o Réveillon onde?
- Em casa.
- Em São Paulo?
- É.
- Na Avenida Paulista?
- Não, esqueceu que a gente mora na serra da Cantareira?
- Ah é.
- Mas lá, sozinhos, fazendo o quê?
- Nada.
- Como assim nada?
- Nada, nada. Meditando.
- Meditando?
- É. Em silêncio.
- Mas dá pra ficar em silêncio no Ano Novo?

Dá. Claro que dá. E era tudo que a gente queria. Enchemos a casa de velas, colocamos musiquinhas gostosas, fiz uma ceia-delícia, comemos cerejas com a Alice antes dela dormir, aí pelas 21h e, às 23h30, desligamos o som e nos sentamos para meditar. Ou melhor, pra ficar quietos e deixar os pensamentos simplesmente passarem. E assim foi até umas 24h30. Os fogos estourando, o mundo enlouquecendo, e a gente ali, quietinhos. Só pra nos lembrar de quem somos, e também que não precisamos de nada além de estar bem com a gente mesmo. Inevitavelmente, lembrei de uma frase do Guimarães Rosa, do Grande Sertão, que é assim: “A gente quer se afastar de si próprio... Pra isso é que o muito se fala. O senhor sabe o que é o silêncio? O silêncio é a gente mesmo, demais”.  E assim, bem quietinha, passei o melhor Ano Novo da minha vida. E pra você, que está aqui lendo este post, um grande beijo, um lindo ano e muito silêncio e tranquilidade em 2010!

P.S.: Prometo postar aqui, ainda essa semana, o menu da ceia: arroz com especiarias, matar paneer (meu prato indiano preferido) e, de sobremesa, iogurte com calda de frutas vermelhas. Até!

 

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Postado em 02.10.2009 | 13:10 | Eva Uviedo
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Esse ano ando viajando bastante nos fins de semana com o marido e a pequena Alice. Por isso, entre fechamentos de Tpm e as viagens, tenho postado pouco. Mas postar é assim: você começa e não para. Já se para, dá preguiça. Mas eu voltei agora com pique total pra contar de dois lugares muito especiais que conheci no último mês. Um recanto escondidinho na parte mais bonita de Ubatuba, e outro na montanha, na serra que termina em Paraty. Vem comigo.

 

Pousada de Picinguaba

Na praia
Conheço bem o litoral norte de São Paulo, assim como boa parte das praias de Santa Catarina e do sul da Bahia. E, sinceramente, poucos lugares são tão bonitos como o norte de Ubatuba. Escondidinha na praia de Pincinguaba, uma das últimas antes da divisa com o Rio, está a Pousada Picinguaba. Há 6 anos ela recebe, sobretudo, gringos de todo mundo, principalmente da Europa. São apenas 10 quartos e uma vista magnífica da vila de pescadores e da praia da Fazenda, uma vez que o refúgio fica em cima da montanha. Emmanuel Rengale, o Manu, é um francês que entende, adora e vive no Brasil há 11 anos. Uma década atrás, ele trocou o mercado financeiro por um mochilão na América do Sul, conheceu Picinguaba, comprou o casarão colonial em que hoje funciona a pousada e transformou o lugar numa espécie de mini resort. “Luxo, pra mim, é acordar numa cama deliciosa, olhar essa vista incrível, fazer uma caminhada no meio da mata, comer bem e estar completamente desligado do mundo”. Em Picinguaba você nunca vai ouvir o plin plin da Globo vazando do quarto ao lado (não há TV), nem terá seu sossego interrompido por músicas chatas, bregas ou barulhentas – a pousada é realmente isolada. Manu recebe as pessoas como se estivessem na casa dele. Tem escuna pra passear de barco, guia pra fazer trilha ou mesmo pra indicar os melhores points de surf, pães e croissants feitos na hora (e tão bons quanto os parisienses) e regalias sem fim.

Vai lá: www.picinguaba.com

 

Pousada dos Anjos

Na serra
Cunha é um lugar especial. Tem a estrada do ouro que termina em Paraty, as casas coloniais cheias de histórias (a cidade foi refúgio dos paulistanos na Revolução Constitucionalista e tem muito caboclo que ainda está vivo pra contar casos), araucárias imensas, clima frio e seco, dezenas de cachoeiras,  boa comida. Um lugar realmente gostoso e receptivo onde me sinto muito bem. Fim de semana passado ficamos hospedados na Pousada dos Anjos – uma das mais bacanas e confortáveis em que já estive. Localizada numa antiga fazenda, tem 8 chalés estrategicamente espalhados pelos lugares mais charmosos do terreno. Uma das casas, a “palafita”, é a pedida ideal pra casais, já que fica bem afastada e em frente a uma queda d´água. Eu adorei – e certamente voltarei –  especialmente porque minha filha, de 1 ano e 9 meses, ficou absolutamente solta: correu nos gramados, rolou na terra, brincou com um simpático labrador o tempo todo, nadou no rio e andou a  cavalo. Os donos do lugar, a Kátia e o Marcos Santilli, estão lá há seis anos com uma proposta bem requintada e, ao mesmo tempo, natureba: têm hortinha orgânica e fazem pães, queijos e iogurtes lá mesmo, tudo caseirinho, saboroso. E são pessoas agradabilíssimas. Santilli foi fotojornalista durante anos e levou boa parte de seu acervo de livros pra uma biblioteca que pode ser usufruída por todos os hóspedes. Vale não só visitar, mas separar alguns dias pra ficar lá, largado entre as redes, as cachoeiras e as araucárias.

Vai lá: www.pousadadosanjos.com.br

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Postado em 04.05.2009 | 22:08 | Renata Leão
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parir pode ser um tesão

parir pode ser um tesão

Sim, é isso mesmo. Gozar ao parir. Estou falando de uma das reportagens da próxima edição da Tpm, que chega às bancas semana que vem. Na verdade, ela surgiu de um jeito bem engraçado. Foi quando meu editor editorial, Fernando Luna, encaminhou para algumas garotas da redação o link de um documentário que tem causado um burburinho por aí, o Orgasmic Birth. Este e-mail acabou gerando comentários quentes, que reproduzo abaixo; um meu, outro da Fernanda Danelon, repórter da Trip e autora da matéria. Eles não estão na revista, e vão te dar uma ideia do que estamos falando – um assunto feminino e sensual que nenhuma revista feminina teve a manha de aprofundar. E, já que nosso editor, copiado na troca de e-mails, leu isso, por que não liberar pra vocês também? Aqui vão, pra dar água na boca até a revista chegar.

[Fernanda] “Confesso que não cheguei a ter orgasmos múltiplos no nascimento do João, mas pude experimentar a maravilhosa, libertadora e erótica - por que não? - sensação de vivenciar meu bebê passando pelo quadril, abrindo espaço pra sair das entranhas. Isso me ajudou a descobrir pontos de prazer no meu corpo, aumentou a sensibilidade da vagina - contrariando todos os mitos de que o parto normal alarga a bichinha. Sem falar que tudo isso incrementou meus futuros orgasmos e me
deixou mais segura de minha feminilidade. Recomendo!”

[Renata] “Garanto que sexo nenhum me deu tanto prazer quanto o parto da Alice. É exatamente a sensação descrita pela Fê e pelas garotas do filme: um prazer inenarrável que atinge o ápice exatamente na hora em que o bebê encaixa e passa. Isso, sem anestesia, é só alegria. E essa história de alargar a vagina é realmente uma lenda...”

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Por Renata Leão

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