Revista TPM

 
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Postado em 01.02.2012 | 23:02 | Lia Bock
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Não importa o que vocês foram. Não importa se foi por um longo tempo cheio de parceria ou se gerou mais arrependimentos do que fotos saudosas. Se vocês tiveram um filho... é pra sempre.

Para os muito desesperados em colocar um ponto-final, mesmo que longínquo, podemos cravar um mínimo de 15 anos e um teto de 40, mas o melhor mesmo é engolir a ânsia e encarar os fatos: agora já foi, há muito mais aqui do que o velho e bom “infinito enquanto dure”. E há uma beleza nisso mesmo quando estamos mergulhados numa mistura de tristeza e mágoa. Os filhos são o sabor refrescante de um amor que um dia esteve mesmo ali.

Não importa que caminho seguimos e se nos respeitamos. Não importa se nossos novos parceiros  nos suportam ou se picaram as fotos em que aparecemos juntos. O filho é a certeza de que, sim, seremos _________ para sempre. Eu, você, o boleto da escola, a gastrite desenvolvida naquela espera dolorida no corredor do hospital, a comemoração na arquibancada do clube, todas as nossas diferenças e tudo o que nos faz impossíveis hoje... tudo isso junto, pra sempre. É bonito, e, mesmo que já não pareça, é aquele amor que juramos, é aquele pra sempre que planejamos lá trás se fazendo valer.

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Postado em 17.01.2012 | 14:01 | Lia Bock
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É impossível não amar as mulheres

É impossível não amar as mulheres. A complexidade apaixonada. A objetividade sensual. Uma fofura que arranha... Musas choronas. Deusas mimadas. Com a mãozinha na cintura, dando bronca calada ou fingindo que nunca dói. Quem, se não elas, diz que está tudo bem engolindo o ódio? Quem, se não elas, se desespera e chora por causa de um sapato?

São invertidas, são lisas, tão doce quanto mentirosas. Leais e venenosas. São cínicas, todas gordas e facilmente contornáveis com um enlace de um abraço. São mudas quando querem gritar e gritam quando deveriam estar mudas. É fofo o jeito como se enfeiam ao se arrumar e é muito lindo o jeito como se embelezam ao desnudar. Como não amar?

Conturbadas e falantes, plenas de uma insegurança crônica. Parceiras sorrindo cúmplices pela primeira vez, ou gargalhando junto dez anos depois. Mas sempre loucas e sem nexo. Absolutamente irrecusáveis. Absurdamente contestáveis. E, muito provavelmente, irreparáveis.

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Postado em 28.12.2011 | 23:12 | Lia Bock
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Ola!
Este blog está de férias. Mas aqui vai a retrospectiva eulia, tulias de 2011, esse ano divino e bagunçado (graças a deus!). Selecionei os textos mais comentados, amados, odiados e clicados. Passe o olho na lista e comprove: sempre há um post para cada dor, para cada amor, para cada...

Bjo, me clica!
E que venha 2012, deliciosamente misterioso e maroto!

Boy magia decuérola!

Amar é: tampar a pasta de dente todo santo dia e resignar-se

“Querido diário”. Fuja dos escritos do seu cônjuge


Posso não saber o que vc está pensando?

É pra sempre? Teste seu relacionamento: comece uma obra!

Sabe quando as mulheres dizer que gostam de flores? É mentira!


Lóki do amor! Um manifesto pelas doçuras impulsivas (e de preferência que não gerem arrependimentos!)

Abafa o bafo! Empresta a escova de dente: Sim ( ) Não ( ) Só depois de casado ( ) Eca ( )

Mulher a gente não cutuca! A gente segura, ama, elogia, roça, abraça, casa, convida, arrebata...

Platônico é a puta que pariu! Salve o amor, por favor!


O medo: Posso me apaixonar por você? Me avisa?


Começando pelo fim. Ufa.

Pegue e faça. O ministério da saúde adverte: uma boa pegada pode mudar o dia, o mês, a vida!

Nada como um perrengue básico para unir o que a vida-como-ela-é é mestre em distanciar.

Intimidade, pode? Não tenha nojo, tenha noção!


Ali onde eu chorei qualquer um chorava!

Procura-se uma princesa! Cuidados sapos, não se enganem!

Como perder o homem da sua vida!

 

Quer seguir? Vem!! 2012 é nosso! @euliatulias

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Postado em 20.12.2011 | 17:12 | Lia Bock
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Quer magia? Chama o David Copperfield!

    Homem estiloso, cheiroso, sensível, educado e que faz café pra você? Homem gentil, sincero, que não te enrola, responde as mensagens e te elogia? Homem que te come com vontade? Sim, pode agradecer o roteirista da sua vida, Deus ou aquele amigo que te apresentou o bofe. Pede em casamento, vai pra Caraíva, mas não chama o sujeito de boy magia. Por favor! A não ser que ele seja aprendiz de David Copperfield, claro. O adjetivo é feio, americanizado e, pior de tudo, tem uma aura de coisa rara, o que é um desserviço para a comunidade masculina. Sim, porque, veja bem, se o cara é tudo aquilo que a gente acha que um cara deve ser, ele é... apenas um cara. Não?
    Além do mais, desconfie sempre de perfeições. Se não tem defeito é porque... está mentindo. Então, colocar o sujeito nesse pedestal é pedir pra se decepcionar dois capítulos adiante! Deixemos os homens serem... homens. Namorados, casinhos e potenciais ex-maridos. Homem tem que ter alguma coisa errada, algum jeito que não encaixa, uma malandragem, um mistério, uma bossa. Mas e se ele for mesmo perfeito? (medo.) Mas nesse caso, que tal deixar ele ser apenas perfeito? Sou do tempo em que boy era um moço de gel, mocassim e polo com cavalinho e magia era mais ou menos o que acontecia com a Monga. Boy + magia? Passo!
    P.S.: nunca ouviu essa expressão? Sorte a sua!

 

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Postado em 14.12.2011 | 16:12 | Lia Bock
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ah... Homer!

Suportar, aguentar, relevar, meditar, transcender!

É muito fácil gostar daquele gato que te leva café na cama. É muito simples se apaixonar pela garota que, sorrindo, dança pra você na pista (no supermercado, no banho). É muito fácil amar quando está tudo (e todo mundo) facinho. Mas como diriam as comadres: vai comer um saco de sal com a pessoa?! É na hora em que somos roubados, em que erramos o caminho ou quebramos um braço que a coisa pega. Maquiada de shortinho curto e decote fica difícil resistir, mas e sentada no boxe, chorando sem motivo aparente? Fritando um ovo sem camisa rende foto no Instagram, mas e gripado, tossindo e catarrento?


Amar é suportar. É pensar que seus filhos terão aqueles defeitos e achar OK. É saber que você estava certo desde o começo, mas conseguir segurar o “eu não disse?”, que coça na garganta. Amar é tampar a pasta de dente todo santo dia e resignar-se; é repetir cem vezes que você não gosta de orégano; e tocar a campainha sem raiva quando a chave está (mais uma vez) lhe impedindo de abrir a porta. Amar é juntar um punhado de perrengues, com pitadas de mau humor e um bom tanto de chatice e achar que, mesmo assim, vale a pena!

 

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