No, no, no!
Os vícios modernos são tão requintados quanto as maneiras que encontramos para enganar nós mesmas. Jogue a primeira pedra quem não é – ou foi – dependente de alguma coisa. Para todas as demais, façam o teste abaixo.
Viciada na obrigação de ser feliz sempre ( )
Parcialmente curada de um ciúme traiçoeiro ( )
Viciada em querer estar sempre 3 quilos mais magra ( )
Se tratando de um perfeccionismo hereditário ( )
Em observação por causa do uso abusivo de uma independência maligna ( )
Frequentadora de um grupo para usuárias de boys magia de araque ( )
Dependente química, física e psicológica da novela das nove ( )
Vermelho Ivete victim ( )
Emocionalmente dependente do Instagram ( )
Tratando a abstinência do chocolate à base cocada e bananinha seca ( )
Viciada em _________________( )
0 – Amiga, mas nem chocolate te comove? Tem certeza?
1 a 3 – Tá ótimo! Afinal, só se vicia quem experimenta, não é, não?
4 a 6 – Hum... é... legislemos em causa própria: digamos que é melhor ter vários vícios do que um só, mas que leve à cirrose.
7 e 8 – Que tal cortar o chocolate, o Vermelho Ivete ou a novela (facinho, vai?) e subir pro item de cima?
9 a 11 – Talvez o melhor seja assumir seu lado Lindsay de uma vez, né? Mas se você não fuma, agarre-se ao fato de que pelo menos seu pulmão está limpo! (Se você fuma, esqueça tudo isso vá fumar um cigarrinho pra espairecer.)
Para seguir: @euliatulias
Ninguém no mundo finge melhor a alegria do que uma mulher louca para ser pedida em casamento
Sempre chega aquele momento em que a coisa que você mais quer na vida é um namorado (e ponto). Aquela pessoa que sabe exatamente o que e como você gosta, aquele ser que dorme com a boca na sua nuca e com quem você não precisa combinar de passar a sexta-feira coladinho, porque, claro, isso já está no pacote. Mas, como o diretor desse teatro chamado vida não colaborou com o seu roteiro, você está sozinha, em dívida com a depilação e... o pior: fazendo cara de “estou ótima!!” – assim, com duas escalações. Sim, porque quem faz cara de “quero um namorado” pode arrumar de um tudo, menos um bofe pra chamar de seu.
Nesse momento você se arruma até pra comer pão na chapa na padaria, parece sempre feliz e, claro, nunca dispensa uma noitada. Ressaca? “Não, nunca fico de ressaca.” Maquiagem? “Adoro maquiagem, já acordo de rímel.” E dá-lhe autoestima. E dá-lhe fingir que ser solteira está i-n-c-r-í-v-e-l. E dá-lhe contar onde você trabalha, onde já morou e discorrer sobre os amigos em comum do Facebook. Ah... a balada, o lugar que você vai rezando para ser o mais legal do mundo mesmo quando sonha com a sua cama e o jogo da Libertadores pra zicar o time rival. E dá-lhe fazer cara de “mulher solteira não procura!”.
Enquanto isso, no boxe, a pessoa chora desolada. Bloqueia e desbloqueia os bofes num ato desesperado de autoproteção. Sorri cinza, sofre, mas segue fingindo de forma maestral. "Eu? tó ótima!". Ninguém no mundo finge melhor a alegria do que uma mulher louca para ser pedida em casamento, para fugir dali para qualquer lugar onde sejamos apenas dois. Namorado? “Pra que namorado? A vida é boa de viver assim, sozinha, livre.”
Ô meu Deus, por que fizeram a gente assim? Alguém explica?
Para seguir: @euliatulias
(sim, tô de mimimi)
E mais uma vez chegamos a este fatídico dia. Nada contra – e nem a favor. Não me incomoda a ideia de nos reservarem um dia especial para docinhos, bexigas, florzinhas e pequenos mimos no geral. O problema, único e fatal, é esse dia cair quando menos deveria. Pô, por que o maldito Dia da Mulher tem que ser hoje? Tô feia, descabelada, cansada, azeda e com frio. Tô desmarcando os compromissos e pensando em como o mundo é cruel. Tô com dor, ódio no coração e descrença na humanidade... E eu não sou assim sempre. Não sou assim quase nunca. Muito injusto isso. Injusto querer chorar quando o mundo só quer te fazer rir. Sacanagem comigo. Sacanagem com o mundo. E não sou só eu! Quantas mais não estão amargas, chorando o casamento que, por azar ou ironia, acabou hoje? Quantas não estão encaixotando as coisas por causa de uma demissão? Quantas não estão encruadas pela TPM em casa amaldiçoando esse dia, que... caiu no dia errado?
Será que posso deixar meu dia internacional pra amanhã? Se eu tenho um dia, é justo que eu escolha quando desfrutá-lo. Não? Bom... se não puder ser assim, então eu passo. Este ano não vai ter dia internacional de coisa nenhuma pra mim. Beijo.
Para seguir: @euliatulias
Só faço parte de clubes que me aceitem como sócio!

Depois que você já beijou, já sabe a densidade do colchão e do que vive a geladeira do ficante, acho que podemos chamar essa relação de casinho. Aquele limbo com duas portas: uma que contém relação séria, sogra e foto no porta-retratos, e a outra, direta e reta, que te leva, sozinho, para o início do tabuleiro. Pois bem, é nessa hora que vocês estão se curtindo e que tudo pode acontecer que é preciso ter claro o que você engole pelo bem de um futuro casal e o que não engole (nem a pau). O momento é delicado e, mesmo que o time esteja mostrando entrosamento em campo, nem sempre as expectativas são as mesmas. Blá-blá-blá...
Mas uma coisa ninguém no mundo deveria engolir: a vergonha de posar de namoradinho. Explico: nessa fase é comum ir tomar café na padaria, pegar um cineminha ou tomar uma cerveja no boteco da esquina, certo? Mas se a pessoa começa a pegar pânico em passar da porta da rua, a triplicar os ímãs de geladeira com telefones de entrega de comida e a propor trocar todo e qualquer convite seu por “uma coisinha aqui em casa”... comece a desconfiar. Não é porque é limbo que não tem algumas regras, certo? Ou esse seu par já tem um par, ou não tá a fim de que confundam, nem por um instante, esse casinho com um possível namoro. Ah, vá, né?! Somos todos adultos e vacinados, e, até que provem o contrário, café na padaria, cinema e afins não configuram relação estável.
Para seguir: @euliatulias
Porque os filhos não são dos pais. São do mundo. De quem faz por merecer!

Você está imensa, lenta e bonachona. Linda! Estamos quase lá. Sei que não é sua primeira vez, nem a minha. Mas é a nossa primeira vez juntas. Eu estou nervosa. Quero me assegurar de que estarei lá no primeiro instante. Durmo com o celular ligado e fico pensando se ela vai nascer com essa sua boquinha, com essa sua paz. Eu estive aqui, ao lado, desde o começo... adquiri um direito único de opinar. Vetei alguns nomes e sorri contente quando você disse “se você quiser muito, faço o exame para descobrir o sexo, tá?”. Sim, ela já era nossa!
Eu acho que vou chorar. Chorar essa minúscula chegada como a Carol chorou bonito naquele dezembro de 2008. Emocionada, parceira... Era nossa terceira vez. Mas nunca menos emocionante. Tô roendo as unhas porque eu queria que nascesse hoje. Eu queria que nascesse agora. Eu queria ser a que vai correr para cruzar São Paulo te levando rumo à maternidade. Adoro emoção e responsabilidade! Mas a noite já se aproxima e nada... Analiso a barriga com olhar clínico e acho que parece alta. Sou a própria comadre Maricotinha.
Sei que você vai sumir por uns meses. Que vai ligar chorando as noites maldormidas, o refluxo ou a pouca ajuda (clássica) do marido nesse começo. Mas respira. Prometo que vou te achar linda mesmo quando não e que, dentro em breve, o seu copo estará cheio de vinho outra vez.
Que venha esta pequena mulher, nascida no ano em que o mundo não vai acabar. Que venha este ser que você dividiu comigo desde o começo e o qual alimentamos com pão de queijo e muita gargalhada. Que venha esta pequena Luiza, nossa primeira filha (juntas), que mostrará pro Gian onde a vida começa.
Te amo (assim, no blog. Pra todo mundo saber).
Para seguir: @euliatulias