Revista TPM

 
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Postado em 28.10.2011 | 19:10 | Lia Bock
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   Sim. As mulheres mentem. E não apenas quando há algo a esconder. Elas mentem também por uma dificuldade circular e viciosa de ir direto ao ponto. Ao invés de dizerem “não quero que você vá. Estou carente e com ciúme”, dizem “vai lá, então...”. Pois bem, somos loucas. E a mentira mais estranha, a meu ver, é aquele papinho uniforme e uníssono de que gostamos de ganhar flores. Não que receber um lindo vaso de tulipas não seja tocante. Flores anônimas na mesa do trabalho também são bem legais... Até uma simples rosa comprada no farol pode arrancar lágrimas caso venha acompanhada das palavras certas. Mas é esse o ponto! No geral, o que as mulheres querem são as palavras, os gestos, a surpresa e não as flores. Então, você que acha que comprando um buquê está tudo certo e resolvido, esqueça! Nem o mais lindo girassol transforma cafajeste em príncipe. Mulher não gosta de flor. Gosta de amor! Se ele vier acompanhado de uma orquídea, melhor. Mas se a orquídea vier sozinha...
    Tá. E daí? E daí, que na próxima vez que alguma mulher lhe “pedir” flores, leia “cuide de mim, por favor”. Como eu disse, elas mentem!

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Postado em 20.10.2011 | 18:10 | Lia Bock
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“Antigos espíritos do mal: transformem essa forma decadente em Mumm-Ra!”. Sim, o ódio move!

O ódio:
Aquele sentimento nefasto que acaba conosco mais do que com qualquer outro.
Que começa travando o maxilar, fechando a garganta e esquentando a cabeça.
Depois, vai ao estômago e, se não coloca tudo que você comeu no dia (no mês, na vida) pra fora, causa gastrite, congestão, gases.
O ódio entope veias, fere a alma e diz coisas horrorosas.
O ódio é stalker do mal, faz barbeiragem e arrota certezas podres.
O ódio incita a vingança e, na sequência, envergonha.
O ódio acelera rumo ao risco, atropela.
E como dói esse maldito. Como corta!
O ódio não chora apenas… ele devasta. Enruga.
O ódio é triste, deprimente.
E não adianta tentar matá-lo com seu próprio veneno. O ódio que sentimos por estarmos odiando é ainda mais sofrido, mais tosco. O ódio do ódio é tão poderoso que engole as boas vontades, a paciência e o amor só para detestar ele mesmo! Quando o ódio se odeia gera mais ódio e suga aquela possibilidade, mesmo que pequena, de compreender, perdoar ou esquecer.
A nossa única e solitária vingança contra esse sentimento ao avesso é que está ali, nele mesmo, a sentinela que nos faz bater em retirada. Porque quando você odeia (muito. De verdade), quando acha que tudo está perdido e nada além do cinza tornará a brilhar, o ódio atiça os músculos, abre as narinas, acelera o batimento e, enquanto estala os dedos cheio de si, o ódio move! Levanta a carniça e se retira dele mesmo. Sepultando, pelo menos por ora, aquilo que acaba de nascer. Mais ou menos que nem o Mumm-Ra, sabe?

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Postado em 13.10.2011 | 16:10 | Lia Bock
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Um manifesto pelas doçuras impulsivas (e de preferência que não gerem arrependimento!)

_________________amor louco

_________________amor louco.

Quantos lókis do amor passaram pela sua vida? Quantas vezes alguém te pediu em casamento no quarto encontro? Fez uma tatuagem pra você? E você, quantas vezes mudou de cidade, de país, de rumo para dar vazão a alguma coisa tão gostosa como difícil de explicar? Para o descabelamento de mães e amigos mais contidos, para a inveja de pessoas egoístas e para a surpresa dos astros que não conspiravam a favor... quantas vezes você fez alguma coisa absolutamente louca por amor?
   Deixemos de lado, claro, os calhordas que blasfemam a loucura amorosa em puladas de cerca idiotas. Deixemos de lado também os programas bregas que expõem e embarangam ações fofas. Ser um lóki do amor não tem nada a ver com ligar o foda-se ou fazer juras enlouquecidas só da boca pra fora. Para ser um lock do amor é preciso sentir, desejar, explodir! Há, sim, algo de incorreto, de inesperado e até por isso há algo de invejável!
   É uma pena que esse negócio de tem que ter casa própria pra poder fazer filho, de que tem que ganhar um aumento pra poder casar e de que tem que passar um ano planejando uma viagem a dois esteja acabando com essas pequenas insanidades amorosas. É bom lembrar que ainda somos seres humanos, um tipo de animal que deve, sim, confiar em seus instintos. Bora deixar os medos em casa pra se jogar no mais invejado dos sentimentos? Bora esquecer as diferenças para ser simples e descomplicadamente loucos? Afinal, são as doçuras impulsivas e inesperadas que trazem graça para esse cotidiano que chamamos de vida.

 

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Postado em 06.10.2011 | 16:10 | Lia Bock
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Empresta a escova de dentes: Sim ( ) Não ( ) Só depois de casado ( ) Jamais ( ) ECA! ( )

 

Muito se fala no romantismo de juntar as escovas de dentes ao casar. Mas ninguém fala que, alguns capítulos antes da fofa junção de cerdas, essas mesmas escovas podem ser um estorvo e, principalmente, podem dizer muito sobre o futuro cônjuge. É o que podemos, carinhosamente, chamar de dilema do bafo. Aquele momento em que você começa a dormir na casa do ser amado e vice-versa, mas ainda não tem uma gaveta e uma escova de dentes pra chamar de sua. É aqui, antes de um efetivo começo (ou beirando o fim de algo que poderia ter sido), que a relação com a escova de dentes pode ser crucial. E sem julgar o gosto e a higiene de cada um, claro!

Nada é mais tranquilizador do que achar um par que se relacione com a escova de dentes da mesma forma que você. Porque, enquanto alguns mantêm um relacionamento aberto com a escova, outros seguem a cartilha da monogamia “escovística”, haja o que houver. Nojinho e promiscuidades à parte, ter uma escova esperando por você em uma casa que não é a sua pode deixar muita gente esperançosa. Mas o mesmo roçar de cerdas pode causar pânico ou até retirada imediata em alguns outros. Esses preferem o bafo ao incrível peso de possuir uma escova de dentes. Eu acho estranho. Mas como tem gente que não empresta sua escova por nada-neste-mundo e se empresta não volta a usá-la... tendo a acreditar que sempre há um Listerine para cada boca... Aliás, podia ser um item nas informações do Facebook: empresta a escova: Sim ( ) Não ( ) Só depois de casado ( ) Jamais ( ) ECA! ( )

Sempre há aqueles tipos espertos que levam uma miniescova na bolsa pra não correr o risco de precisar pensar sobre essa questão. Mas, se o prevenido tira da cartola também um limpador de língua, um minienxaguador bucal e aquele instrumento para limpar tártaro (assim, numa terça qualquer), aí complica. Bom... lá em casa complica. Aliás, se neguinho fica com nojo de usar a minha escova, perde dez pontos na tabela geral. Se recusa uma escova nova perde 20! Quem foi que disse que usar a escova alheia é equivalente a aceitar pedido de casamento?

Os tipos mais “divertidos” são aqueles que para não repartir a baba em sua própria escova tem uma reservada para... visitantes. E aqueles que usam sua escova sem pedir? Bom... esses, ou você pede em casamento na hora, ou risca da lista e atualiza o status no Facebook.

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