Quer magia? Chama o David Copperfield!

Homem estiloso, cheiroso, sensível, educado e que faz café pra você? Homem gentil, sincero, que não te enrola, responde as mensagens e te elogia? Homem que te come com vontade? Sim, pode agradecer o roteirista da sua vida, Deus ou aquele amigo que te apresentou o bofe. Pede em casamento, vai pra Caraíva, mas não chama o sujeito de boy magia. Por favor! A não ser que ele seja aprendiz de David Copperfield, claro. O adjetivo é feio, americanizado e, pior de tudo, tem uma aura de coisa rara, o que é um desserviço para a comunidade masculina. Sim, porque, veja bem, se o cara é tudo aquilo que a gente acha que um cara deve ser, ele é... apenas um cara. Não?
Além do mais, desconfie sempre de perfeições. Se não tem defeito é porque... está mentindo. Então, colocar o sujeito nesse pedestal é pedir pra se decepcionar dois capítulos adiante! Deixemos os homens serem... homens. Namorados, casinhos e potenciais ex-maridos. Homem tem que ter alguma coisa errada, algum jeito que não encaixa, uma malandragem, um mistério, uma bossa. Mas e se ele for mesmo perfeito? (medo.) Mas nesse caso, que tal deixar ele ser apenas perfeito? Sou do tempo em que boy era um moço de gel, mocassim e polo com cavalinho e magia era mais ou menos o que acontecia com a Monga. Boy + magia? Passo!
P.S.: nunca ouviu essa expressão? Sorte a sua!
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ah... Homer!
Suportar, aguentar, relevar, meditar, transcender!
É muito fácil gostar daquele gato que te leva café na cama. É muito simples se apaixonar pela garota que, sorrindo, dança pra você na pista (no supermercado, no banho). É muito fácil amar quando está tudo (e todo mundo) facinho. Mas como diriam as comadres: vai comer um saco de sal com a pessoa?! É na hora em que somos roubados, em que erramos o caminho ou quebramos um braço que a coisa pega. Maquiada de shortinho curto e decote fica difícil resistir, mas e sentada no boxe, chorando sem motivo aparente? Fritando um ovo sem camisa rende foto no Instagram, mas e gripado, tossindo e catarrento?
Amar é suportar. É pensar que seus filhos terão aqueles defeitos e achar OK. É saber que você estava certo desde o começo, mas conseguir segurar o “eu não disse?”, que coça na garganta. Amar é tampar a pasta de dente todo santo dia e resignar-se; é repetir cem vezes que você não gosta de orégano; e tocar a campainha sem raiva quando a chave está (mais uma vez) lhe impedindo de abrir a porta. Amar é juntar um punhado de perrengues, com pitadas de mau humor e um bom tanto de chatice e achar que, mesmo assim, vale a pena!
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Afonso Tavares (especial para eu lia tu lias)
Fuja dos escritos do seu cônjuge!
Eu não sei se existe no mundo alguma relação que sobreviva a uma fuçada no e-mail, celular, caderninho e afins. Saber o que a sua gata queixa para as amigas ou o que o bonitão anda falando para a Carlinha pode entrar como uma facada certeira no coração (cravada assim, pelo ladinho, e saindo pela frente). Algumas palavras, lembranças mórbidas e pensamentos sujinhos não foram feitos para serem divididos com quem dorme ao seu lado. Por exemplo: se você está repensando o conceito de fidelidade – só repensando, por ora, divagando, nada sério – a última pessoa que deve ter acesso a isso é a mais envolvida na história. Sim, porque deixar por descuido que a pessoa veja a troca de e-mails que você teve com um amigo sobre o tema não tem nada a ver com chamar para uma conversa franca sobre a nova proposta de casamento aberto. Frases como “acho que preciso comer outra mulher” ou “estou cansada daquele sexozinho lá-em-casa” podem matar um cônjuge. Mesmo.
Eu não sei que tipo de gente ainda faz diário, mas dizem por aí que esses seres existem e têm uma certa ânsia por deixar vazar na folha anseios, devaneios e fatos. Fuja desses escritos! O risco de querer se atirar pela janela lendo sentenças sobre como você trepa, como você não trepa ou, pior, como a Carlinha trepa é enorme. Não ler o diário do cônjuge é amar a si mesmo. Queime! Entregue para uma amiga ler! Faça uma mandinga! Mas não leia. Até porque, se a pessoa quiser te dizer alguma coisa, ela que diga! Não facilitemos a vida dos preguiçosos e emocionalmente desajeitados, né? “Sem querer” um arquivo de texto ficou aberto no computador? Feche! Há um caderninho bonitinho sobre a mesa? Jogue pela janela! Se você não ficar com essa pessoa por aqueles 20 anos planejados, pelo menos vai economizar uma bela grana em terapia.
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