Revista TPM

 
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Postado em 25.02.2010 | 13:02 | Ana Manfrinatto
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Tirinha de estréia do Liniers na Folha de S. Paulo

Tirinha de estréia do Liniers na Folha de S. Paulo

Ricardo Liniers e suas criações

Ricardo Liniers e suas criações

Vai só até domingo (28/02) a Mostra Macanudismo. Esta é a primeira vez que o a cartunista argentino Ricardo Liniers faz uma mostra retrospectiva de sua carreira. Vai ter de tudo: tirinhas originais nunca d’antes exibidas, ilustrações, pinturas e um catálogo desenhado com direção do próprio Liniers que será vendido tanto no Centro Cultural Recoleta como em demais livrarias.

Que mais? Ah, para hoje à noite, dia da abertura do evento, estão prometendo um show de Kevin Johansen, músico que é parceiro de velhas datas de Liniers e, dizem as más línguas, namorado de uma cantora brasileira. O mais bacana é que quando os dois se juntam, Kevin canta e Liniers vai desenhando ao vivo e tudo é projetado num telão. Terminado cada desenho, ele faz um aviãozinho de papel e joga para o público. Igual o Sílvio Santos.

Tomara mesmo que role o show!

Para quem não conhece o trabalho de Liniers, ele tem uma série chamada Macanudo, o que, aqui na Argentina, é o adjetivo utilizado para descrever uma pessoa gente boa ou atitude bacana. Dá pra acompanhar as tirinhas dele pelo site ou então pelo jornal Folha de S. Paulo, que desde o ano passado publica quadrinhos do Liniers.

Vai lá:
Centro Cultural Recoleta
Junín 1930, Recoleta
www.centroculturalrecoleta.org

 

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Postado em 22.02.2010 | 15:02 | Ana Manfrinatto
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Imagem: Ana Manfrinatto

Se eu fosse a Ana Maria Braga eu diria "pena que a televisão não tem cheiro"

O "pollo a los tres aromas" do Palitos

Imagem: www.buenosairesphotographer.com

Coisinhas

Coisinhas

O Barrio Chino, em Buenos Aires, não é propriamente um bairro – mas sim uma determinada área dentro do bairro de Belgrano onde há toda sorte de restaurantes, supermercados e lojinhas que vendem balangandãs chineses e coisinhas orientais em geral.

Como eu não sou muito fã da comida lá do outro lado do mundo, nunca havia comido por lá. Mas calhou que nas últimas semanas eu almocei duas vezes por lá e adorei.

Assim como visitar o bairro da Liberdade (em São Paulo), bacana é passear pelo Barrio Chino nos finais de semana para comer e fazer comprinhas. Alguns supermercados são tão incrementados que dá para encontrar não somente produtos orientais, mas produtos importados de vários outros países incluindo o Brasil. Tem leite de coco, molhos de pimenta, temperinhos, maracujá fresco etc.

Quanto aos restaurantes, eu recomendo os dois únicos que eu conheço porque a comida estava excelente.

Um deles é o Siempre Verde, vegetariano onde eu comi um prato de tofu com vegetais ao molho de curry. Farto e picante pacas, o prato era uma delícia.

O segundo deles é o Palitos, que conquistou meu coração. Porque embora o atendimento não seja o forte do lugar, diria se tratar de uma experiência única o momento em que o garçom abre a caçarola de "pollo a los tres aromas" na mesa: o cheirinho do frango cortadinho cozido com muito alho, gengibre e manjericão é único. E o prato é gostoso a beça.

Vai lá:

Siempre Verde

Arribeños 2127, Barrio Chino

Palitos

Arribeños 2243, Barrio Chino

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Postado em 19.02.2010 | 19:02 | Ana Manfrinatto
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Imagem: Ana Manfrinatto

O patriotismo é um egoísmo em massa

O patriotismo é um egoísmo em massa

Neste feriado de carnaval eu cruzei o Rio da Prata para dar uma banda em Montevidéu e, caminhando pela cidade, encontrei com esta frase rabiscada em um muro: “o patriotismo é um egoísmo em massa”.

Resolvi compartilhar esta foto com vocês porque imediatamente ela me fez lembrar da polêmica da semana passada envolvendo o texto de um escritor argentino publicada no jornal Crítica relatada neste e neste post.

Tanto o Brasil quanto a Argentina são países formados por imigrantes que vieram de todo o mundo para “fazer a América” e, desta forma, ter uma vida melhor.

E hoje, em pleno século XXI, vivemos a chamada globalização e o homem continuando cruzando o globo seja por um prato de comida, um amor, ou porque “sempre existirá Paris” e, com isso, a mesma promessa de uma vida melhor.

Como diz o MV Bill, tamo junto e misturado, não é mesmo?

O mais bacana nesta polêmica toda foi o espaço para discussões que se abriu. Foram trocas e mais trocas de e-mails entre a comunidade de brasileiros em Buenos Aires, entre os correspondentes internacionais de todo o mundo que moram por aqui e também no blog.

É por isso que eu agradeço super a participação dos leitores do Nos Ares por terem levantado questões bacanas sobre o tema.

Caio Oliveira, Carolina Vasconcellos, Catarina S., Fernanda, Gisela Dias, Gisele, Jairo Neto, Júlia G., Julita Mara Pires, Ludmilla Lima, Maira Teresa Lima Pereira, Marce, Mariana Souza Bernal, Maru, Taís Campelo Lucas e Túlio P. B... Muito obrigada!

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Postado em 18.02.2010 | 15:02 | Ana Manfrinatto
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Emir Kusturica and The No Smoking Orchestra

Emir Kusturica and The No Smoking Orchestra

Mês passado eu estava em São Paulo e a mina amigona Aline mandou um e-mail para turma falando “meu, essa festa no Berlin vai ser ótima”. Daí eu entrei no site do Berlin e vi que naquela noite tocaria o DJ argentino Simja Dujov, cujo set era formado por cumbia, música balcânica, latina e judaica.  

Eu respondi o e-mail dizendo que provavelmente seria bem massa essa balada mas que eu preferia ir num samba – não porque eu sou chata, mas porque quase todas as festinhas em que eu vou com a turma aqui em Buenos Aires tem esta mesma pegada.

Enfim, tudo isso para dizer que os argentinos gostam tanto de uma música lá do leste europeu que hoje quem faz show no Luna Park é o diretor de cinema sérvio Emir Kusturica e a sua The No Smoking Orchestra.

E amanhã tem Fiesta Bubamara, que rola desde 2002 com o blá blá blá de difundir músicas étnicas – sobretudo as de origen balcânica. Digo “blá blá blá” porque o mais importante da Bubamara é que ela é divertidíssima, daquelas festas para dançar do começo ao fim.

A edição de amanhã acontece no Salón Armenio (Armenia 1353) e tem show ao vivo da banda Onda Vaga e Michael Mike.

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Postado em 10.02.2010 | 18:02 | Ana Manfrinatto
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Imagem: Ana Manfrinatto

Em janeiro de 2009, na minha ida com a Fer à editora

Em janeiro de 2009, na minha ida com a Fer à editora

Mas o pior ainda está por vir... Mariana Pereira, amiga e blogueira de Villa Crespo, acaba de me avisar que Washington Cucurto, o escritor ao qual eu me referia no post passado, na verdade não existe.

Quer dizer, ele é um personagem criado por Santiago Vega. “Assim como o Micky Vanilla do Peter Capusotto. Assim como a Odette Roitman”, disse a Mari. E que a linguagem chula é a verdadeira marca do personagem.

Foi aí que tudo fez sentido... Lembramos que ele foi diretor da Eloísa Cartonera, uma editora/cooperativa criada por artistas argentinos. É assim: os livros são feitos com papel reciclado pelos “cartoneros”, pessoas que recolhem lixo nas ruas de Buenos Aires. As capas são feitas a mão e as brochuras são xerocadas pela turma da cooperativa na sede da editora, em La Boca.

Digo mais: eu conheci o trabalho da Eloísa Cartonera na 27ª Bienal de São Paulo e, in loco, em janeiro de 2008 – neste dia uma amiga e eu passamos a tarde na editora pintando a capa dos livros que havíamos escolhido para levar.

A grande verdade é que eu pensei em apagar o post anterior para evitar mal entendidos. Mas resumi assumir a gafe, ou melhor, a ignorância – já que eu não sabia que o tal Washington Cucurto é um personagem do Santiago Vega etc.

De qualquer forma eu imagino que muitos leitores do jornal Crítica de la Argentina, assim como eu, não sabem/sabiam que tal escritor se trata de um personagem cuja marca é a linguagem chula etc. E, neste caso, qual é a impressão do leitor? Que determinado meio de comunicação está avalando um texto de caráter preconceituoso de determinado escritor.

Mezzo errata porque eu não sabia que Cucurto era um personagem.
Mezzo mozzarella porque continuo achando grave que um texto de cunho preconceituoso – de autor real ou não - saia publicado nas páginas de um jornal.

Fica aí a reflexão e o meu pedido de desculpas pela confusão!

 

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