Estêncil com a mensagem de que nunca mais ocorra o mesmo do que aconteceu durante a ditadura militar
O feriado existe desde 2006 e foi incluído no calendário para consolidar a memória coletiva da sociedade, gerar sentimentos opostos a todo tipo de autoritarismo e patrocinar a defesa permanente do estado de direito e a plena vigencia dos direitos humanos.
Trinta mil pessoas é muita gente. É a população de uma cidade grande! E o “desaparecimento” de todas estas pessoas durante a ditadura militar fez com que a Argentina tenha um vazio generacional: não raro pessoas daqui infelizmente tem alguma história na família para contar.
Inclusive rolou uma manifestação virtual no Facebook esta semana em que as pessoas se comprometeram em tirar a foto do perfil em nome da memória destas 30 mil pessoas.
Embora engajado em movimentos pró julgamento e pena dos responsáveis pelo desaparecimento de tanta gente, meu amigo Francisco não aderiu à luta virtual tirando sua foto do perfil… O que ele fez foi colocar uma foto dos seus pais, ambos desaparecidos durante o golpe militar.
O fotógrafo Gustavo Germano realizou um projeto incrivelmente visual para dar conta de histórias como a do Francisco. Em “Ausencias” ele partiu de álbuns familiares e retratou 15 famílias nos idos dos anos 70 e hoje, com suas respectivas ausências.
Sim, a chaga da ditadura é grande no país. E continua aberta e latente na vida de muitas famílias. Por isso o feriado, para que essa história recente não desapareça no ar e, sobretudo, nunca mais volte a acontecer.






















