Revista TPM

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Postado em 31.01.2011 | 20:01 | Ana Manfrinatto
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TELAM

Dilma e Cristina hoje à tarde na Casa Rosada

Dilma e Cristina hoje à tarde em Buenos Aires

Taí a imagem do dia, gente: Dilma Roussef abraçada com Cristina Kirchner hoje à tarde na Casa de Gobierno durante a primeira viagem oficial da nossa presidenta - e que ela fez questão de que fosse à terras argentinas. Tão bonito quanto o girl power representado por ambas as presidentas foi passar ali na frente e ver a Casa Rosada toda decoradinha com bandeiras do Brasil e da Argentina.

A pauta da conversa das chicas também foi bacana: a Cris disse que o crescimento econômico não pode ser desvinculado do desenvolvimento social e a Dilma quis conhecer as Abuelas y Madres de la Plaza de Mayo, o que a Cris definiu como sendo "uma atitude que a diferencia como mulher, como política, como mãe e fundamentalmente como sujeito histórico".

Quem diria que veríamos mulheres eleitas pelo voto popular em países sulamericanos e super machistas como o Brasil e a Argentina, né? Tanto é que eu adoraria ter sido convidada para o five o' clock tea das duas! ;-)

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Postado em 28.01.2011 | 12:01 | Ana Manfrinatto
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Este é o Felicidad

Este é o Felicidad

A dica é mais um copy/paste da revista argentina Planeta Joy, quem listou os dez melhores restaurantes no melhor estilo hippie chic para almoçar ou lanchar durante o verão. São lugares que aqui são chamados de “delis” e tem aquela pegada de toldo listradinho de vermelho e branco, cardápio e frases poéticas escritas na lousa e opções como sanduíches, saladinhas, quichezinhos e suquinhos.

Tartine Crepes & Bakery
Crepes salgados e doces, quiches e omeletes em meio a uma decoração campestre.
Arévalo 1488, Palermo

Le Blé
Inspiração francesa e confeiteiros que fazem delícias: pain au chocolat, muffins, tortinhas e bolos.
Alvarez Thomas 899, Chacarita

Farinelli
Sem cardápio com esquema take away, tem suco de melancia, gazpacho, cake de risotto e bolo de cenoura.
Bulnes 2707, Palermo Botánico

Baraka
Receitas de família que seguem os princípios do sufismo: hambúrguer de cordeiro, bolo inglês, cookies de laranja com cardamomo e sucos de frutas variados.
Gurruchaga 1450, Palermo

Cusic
Tem jardim e pátio que nem na casa da vovó. Oferece delícias como sanduíches, bagels e cinnamon rolls.
El Salvador 6016, Palermo

Felicidad
É mais nova-iorquino que francês e tem sanduíches, ovos mexidos e limonada com gengibre e hortelã.
Migueletes 887, Las Cañitas

Voulez Bar
Vintage pacas (não tem wi-fi!), serve tostadas francesas e xícaras enormes de chá.
Cerviño 3802, Botánico

Oui Oui
Eu amo e já falei sobre ele aqui. Sanduíches, iogurte natural, salada de frutas bem fresquinha, limonada e a chocotorta, hum...
Nicaragua 6068, Palermo

Helena
Caseiro, fresco e simples são as palavras de ordem dos donos. Tem sanduíches, bolo de banana com doce-de-leite e cupcakes de frutas.
Nicaragua 4816, Palermo

Porota
Era da avó de uma das donas e ainda existe! No cardápio, bolo de tangerina e muffins de ameixa com conhaque.
Gorriti 5881, Palermo

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Postado em 27.01.2011 | 17:01 | Ana Manfrinatto
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A ideia do On the corner é registrar como as pessoas se expressam através da roupa. A dupla que cuida do blog está de férias agora, mas todo santo dia eles dão um rolê por diversos bairros de Buenos Aires para clicar pessoas que, através da roupa, “reflitam o genuíno de sua personalidade e o que as diferencia do resto”.

Acima, alguns looks portenhos registrados por eles.

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Postado em 26.01.2011 | 15:01 | Ana Manfrinatto
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Ana Manfrinatto

Chaves: algumas das tantas que eu tenho

Chaves: algumas das tantas que eu tenho

Faz tempo que eu penso em escrever algumas coisas sobre a vida privada na Argentina mas sempre acabo esquecendo. Por isso resolvi digitar logo este post antropológico antes que eu me esqueça de novo.

Vamos lá:

A grande maioria dos prédios não tem porteiro. Por sua vez, a grande maioria dos prédios não tem porteiro eletrônico. Isto faz com que o dono da casa tenha sempre que descer para a abrir a porta principal do edifício para os convidados. Em dia de festa no apê é um sobe e desce danado que eu nem te conto.

Justamente por isso, aqui é super normal que os namorados/as e os amigo/as tenham a chave do apartamento do outro, já que é um saco ter que descer toda vez que chega visita em casa. Ou seja: se você está namorando um argentino/a e ele/a te deu a chave de casa, não vá pensando que o pedido de casamento vai vir em seguida. Aqui isso é super comum, e meu amigo Jose explicou que funciona assim: se te deram a chave de baixo e a de cima, até que o negócio é mais sério. Agora, se te deram somente a chave da porta de baixo (a do prédio), é porque o cara ou a mina são folgados pra caramba e não querem se deslocar do conforto do sofá para abrir a porta pra você.

Porta leva a chave e eu não sei se é porque os prédios são antigos ou simplesmente porque aqui é diferente, mas as chaves são gigantes e pesadas. Vide as da foto acima. Sem falar que a gente sempre tem que carregar várias: é uma da porta do prédio e pelo menos duas da porta do apê. Tipo, ir pra balada com a chave no bolso da calça jeans não rola mesmo.

Falando ainda sobre porta, tem a questão da porta do banheiro... Também não sei se é porque os apartamentos são antigos e as chaves são perdidas no meio do caminho e dos anos, mas é raríssimo encontrar um banheiro que tenha chave na porta. É por isso também que as pessoas sempre deixam a porta do banheiro aberta quando não tem ninguém lá dentro: é o que vai definir se o mesmo está ocupado ou não. Diferente do Brasil, cujos banheiros quase sempre tem chave.

Vou te falar que é difícil se acostumar com essa coisa de entrar no banheiro e não poder trancá-lo...

E pra terminar, mais uma do banheiro: quase nunca tem cesto de lixo e o costume local é de jogar o papel higiênico no próprio vaso sanitário.

E se eu lembrar de mais alguma, depois eu conto!

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Postado em 26.01.2011 | 01:01 | Ana Manfrinatto
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MySpace da banda

Morbo & Mambo ensayando (com

Morbo & Mambo ensayando

(com "y" porque é em castellano, tá?)

Daí que tem uma banda argentina chamada Morbo & Mambo que é um amor: eles fazem uma mistura de rock indie com dub e groove que é super bailable e eu adoro. O mais engraçado é que eu não os conheci num show nem escutando as músicas no Youtube.

Eu os conheci porque certa vez fui comprar um disputadíssimo ingresso para o show da banda Do Amor aqui em Buenos Aires e quem os vendia era o Manuel do Morbo y Mambo – porque eles abririam o recital. A gente se encontrou numa esquina de San Telmo e foi assim que eu fiquei sabendo da existência deles.

Engraçado mesmo foi a forma como eles ficaram amigos dos meninos Do Amor... é que a namorada do Manuel é fãzaça do Caetano e, em um show do mesmo no Gran Rex, eles fizeram cara de vip, se embrenharam por um corredor lateral do teatro e conseguiram chegar perto de Caê.

Conclusão: Caê foi um fofo com a namorada de Manuel e eles aproveitaram pra pegar uma amizade com Pedro Sá e os demais. Daí começaram a tocar juntos e o resto é história.

Tudo isso pra dizer que eu marquei de não ter feito este post antes porque eles estão de turnê no Brasil mas... para quem está em São Paulo ainda dá tempo de vê-los! A agenda é assim:

28 de janeiro eles tocam no Berlin

30 de janeiro eles vão pro baixo Augusta e tocam no Tapas

31 de janeiro é a vez do CCPC (que não é da minha época e eu ainda não conheço)

Bom, e eu disse que eu marquei porque este mês eles já tocaram no Studio SP com o Curumim, no Teatro Odisséia (RJ) com a banda Do Amor, no Teatro das Borboletas (BH) e no Audiorebel (RJ).

Na verdade tudo isto faz parte do “Aerorock, um panorama da cena portenha, carioca e paulista” organizado pelo Plasma aqui de Buenos Aires e pelo Teatro Odisséia e o Studio SP. Desde já digo que tenho é muito apreço pela ideia.

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