Revista TPM

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Postado em 28.02.2011 | 21:02 | Ana Manfrinatto
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Vi no Mercado Livre!

Linda a plaquinha de louça antiga, né?

Linda a plaquinha de louça antiga, né?

Alugar um apartamento em Buenos Aires é uma odisséia, um drama em quatro atos ou um bom tango argentino. Chame como quiser. A oferta é ínfima, os preços são altíssimos e a demanda é surreal. O nome que eu escolhi é corrida maluca. Abaixo, explico a razão.

Pra começo de conversa, a moeda utilizada pelo setor imobiliário é o dólar. Lembrando sempre que a moeda local é o peso argentino, que vale o mesmo que quatro dólares. O que faz com que o sonho da casa própria seja quase inatingível e que existam muitíssimo mais inquilinos do que donos dando volta na praça.

Para procurar apartamento também é preciso ter talento... eu estou passando por isso e vou te contar que não é nada fácil. A coisa é tão frenética que é preciso checar os sites que oferecem imóveis todo santo dia. Porque acontece de ver hoje o apartamento que foi publicado ontem na página, ligar para o responsável e saber que ele já foi alugado.

Também acontece de visitar um apartamento e ter uma fila de casais na fila te fulminando com os olhos. Ah, acontece coisa pior: você visitar um apartamento às dez da manhã, AMAR o lugar, ligar para o cara da imobiliária às 11h30 e saber que a menina que visitou o mesmo depois de você, às 10h30, já reservou.

Agora, algumas curiosidades:

No Brasil a gente procura apartamento de X quartos. Aqui, de "ambientes". Um ambiente é a sala e também o quarto, ou seja: uma quitinete é um monoambiente, um apê de um quarto é um dos ambientes, um de dois quartos é um tres ambientes e por aí vai. Ah, alquilar é alugar e alquiler é aluguel. E a taxa do condomínio são as expensas.

Não lembro como funcionava isso no Brasil, mas aqui você tem que gastar uma boa grana para dar entrada num apartamento porque tem que desenbolsar o valor de quatro aluguéis de uma só vez: um mês adiantado, um mês de depósito e dois meses de comissão da imobiliária.

Por fim, o pior dos componentes deste drama greco-portenho: a tal da garantía. O garante é o fiador e ele tem que ter, quase que em 100% dos casos, propriedade em Buenos Aires. Não importa se o pai da pessoa tem uma casinha em Mendoza ou um apartamento de frente para o mar em Mar del Plata porque o imóvel TEM QUE SER daqui. Quem não tem cão pode, sempre, caçar com gato: algumas instituições bancárias vendem garantía.

Para quem quiser brincar de buscar apartamento em Buenos Aires, deixo alguns sites e o meus mais sinceros votos de boa sorte. Porque você vai precisar!

En Buenos Aires
Zonaprop
Argenprop
Sólo Dueños

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Postado em 25.02.2011 | 15:02 | Ana Manfrinatto
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Jezebel.com

E o meu cachorrinho não tem telefone!

E o meu cachorrinho não tem telefone!

Faz tempo que eu tenho vontade de dizer que é soda limonada aguentar o assédio masculino pelas ruas de Buenos Aires. Sabe quando você passa na frente de uma obra e ouve o que quer e o que não quer? Então, aqui isso acontece em cada quadra esteja você de minissaia e decotão ou então com um casaco + capuz + cachecol durante o inverno.

Os piropos (cantada, em argentinês) e/ou as agressões são de homens de qualquer idade e classe social. Você tá andando na rua e de repente o cara manda uma frase tipo “te cojo toda mamita” ou “te chupo las tetas” (nem precisa traduzir, né?) e sai andando. CALMA, PAI, pode ficar sossegado: porque eles simplesmente falam e continuam andando como se nada tivesse acontecido, é como se fosse por esporte.

Digo que é como se fosse por esporte porque, pelo menos na bomsensolândia, se o cara tá REALMENTE a fim de você, ele não vai se aproximar e dizer uma expressão chula, correto? Ou seja: parece que eles fazem isso inconscientemente, como se fosse um lapso de toda a cultura machista que eles levam nas costas e que, em uma frase, se manifesta de forma gratuita.

É claro que tem cantada bonitinha também… uma versão argentina do “seu cachorrinho tem telefone?” seria: “olha, você deixou cair!”/ “o quê?”/ “o papelzinho do bombom”. É que um bombóm é uma menina ou um menino muito bonitos. Enfim, pra dizer que tem cantadas e cantadas assim como tem pessoas e pessoas… O que não é ofensa pra alguém pode, sim, ser ofensa para outra.

Tudo isso para dizer que, há poucas semanas, Buenos Aires aderiu à iniciativa de María Tidball-Binz, uma curadora de 29 anos que vive no bairro portenho de San Telmo e coordena o site http://buenosaires.ihollaback.org, um espaço que convida mulheres a contarem experiências de cantadas que não foram bem vindas e que também propõe uma reação ao que María define como sendo uma “outra forma de violência de gênero”.

A versão portenha é parte do projeto http://ihollaback.org, que conecta diversas cidades ao redor do mundo. Além dos piropos, o site também procura combater os comentários e atitudes discriminatórias feitos na rua contra pessoas trans e casais do mesmo sexo. A entrevista completa com María, publicada no jornal argentino Página/12 pode ser lida aqui.

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Postado em 23.02.2011 | 16:02 | Ana Manfrinatto
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Correto.

SIM, eu morro de saudades de estar no Brasil quando chega esta época do ano. Eu penso que estou perdendo os ensaios das escolas de samba e que, sobretudo, vou perder o carnaval de rua no Rio de Janeiro. É que eu adoro samba, suor, cerveja, alegria, praia e todo o clichê da brasilidade. Logo, sofro estando aqui.

Incorreto.

NÃO, eu não morro de saudades de São Paulo em dia de chuva. Aliás, quando eu tou bonitinha no ônibus voltando pra casa e vejo que os amigos paulistas não param de tuitar o que estão sofrendo no trânsito, eu lembro uma das razões pelas quais eu adoro morar em Buenos Aires. (Okey, eu também reclamo do trânsito portenho no Twitter mas... ele não tem nada a ver com este aí de cima, não!).

Falando nisso, me segue? @tubaina

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Postado em 18.02.2011 | 15:02 | Ana Manfrinatto
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Complot

Taí o legging sucesso

Taí o legging sucesso

Imagina só quando o conforto do legging é aliado à praticidade do jeans… Perfeito, né? Pois é, desde que eu comprei um legging jeans eu não quero vestir outra coisa. Minhas amigas também possuem o mesmo produto e estão igualmente viciadas. A gente tá sempre de par de vaso pela vida mas… who cares? 

Ah, pra quem quiser copiar, o nosso é o mesmo da foto e pode ser encontrado na Complot.

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Postado em 17.02.2011 | 12:02 | Ana Manfrinatto
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Divulgação

Buenos Aires na palma da mão

Buenos Aires na palma da mão

A revista Viagem&Turismo lançou um guia de Buenos Aires para iPhone. Tem de um tudo: gastronomia, história, turismo, comprinhas e baladas. O aplicativo contém tooodo o conteúdo da última edição do guia “O melhor de Buenos Aires” e é grátis! Você pode fazer o download no site da Apple.

p.s.: É ÓBVIO que nenhum outro guia substitui as minhas EXCELENTES dicas que você só encontra aqui Nos Ares, né? ;-)

 

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