Ana Manfrinatto
Vintage
Ana Manfrinatto
Municipalidad de Chacabuco
Ana Manfrinatto
El perrito
Ana Manfrinatto
A bandeira da cor do céu e a araucária

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Municipalidad de Chacabuco
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El perrito
Ana Manfrinatto
A bandeira da cor do céu e a araucária


Ciana Lago
Hummm...
A independência da Argentina aconteceu no dia 9 de julho de 1816, por isso o nome da avenida que os argentinos adoram dizer que é a mais larga do mundo. Só que alguns anos antes, no dia 25 de maio de 1810, os hermanos finalmente se livraram da invasão espanhola. Fato não menos importante e razão pela qual hoje foi feriado.
O mais gostoso disso tudo é que 25 de maio é o dia oficial de comer locro, prato típico local que, embora não seja servido toda quarta e sábado, viria a ser a feijoada argentina. É um guisado de milho (parece uma canjiquinha) cozido com abóbora e carne de porco. Tudo isso com um molhinho picante delicioso de tomate.
Tudo isso para explicar a foto acima, do DELICIOSÍSSIMO locro que o namorado de uma amiga fez pra gente hoje. Okey, faltou o churros com chocolate, que também é típico. Mas o prato principal tava tão gostoso que ninguém sentiu falta. Viva la patria!
ps.: Tava tão gostoso que todo mundo voltou pra casa no 152 com um tupperware de locro.


Susana Gimenez: INCORRETO
Natalia Oreiro e Mike Amigorena: CORRETO
Ontem à noite rolou a cerimônia de entrega dos prêmios Martin Fierro. Ou seja, o Oscar da televisão, rádio, jornalismo e teatro da República Argentina. Quem ganha o prêmio leva pra casa uma estatueta dourada com o tal do Martin Fierro, que vem a ser o personagem ícone do livro homônimo de José Hernandez: um gaucho argentino, o cara que vive no campo, toma mate (chimarrão), usa bombacha e está montado a cavalo.
Em anos de Argentina ontem foi a primeira vez que eu assisti um pedacinho da entrega de prêmios pela tevê. É assim: tem um palquinho onde os apresentadores fazem e acontecem, onde há números de dança etc. Tal qual o prêmio da academia.
A questão - e o que chamou a minha atenção - é que os convidados (atores, apresentadores, jornalistas e demais figurinhas conhecidas do mundo do espetáculo) não estão sentados nas cadeirinhas de um teatro. Mas, sim, em grandes mesas onde é servido um jantar.
Tipo, se eu fosse a produtora do Martin Fierro eu suspenderia o jantar URGENTE. É que todo o glamour e brilhos dos vestidos, jóias e decotes não tem nada a vez com os convidados sendo flagrados quando mastigam um bocado de bife de chorizo. Okey que comer é algo orgânico que fazemos várias vezes por dia, mas há de se convir que aquele pedaço incômodo de batata frita que não se atreve a desgrudar dos dentes DERRUBA a produção e a beleza do melhor visagista e da atriz mais bonitona.
Sem falar que tava todo mundo com smartphone em punho twittando e subindo mensagens no Facebook. O que, pra mim, configurava falta de educação. Mas o troféu SEM LOÇÃO da noite vai pra Susana Gimenez, espécie de Hebe argentina, que não parava de FALAR NO TELEFONE durante o evento.
No mais, os apresentadores estavam lindos: Natalia Oreiro, uma das atrizes mais famosas da Argentina e Mike Amigorena, ator e cantor (ele tem uma banda super divertida) formaram uma dupla jovem, lindíssima, engraçadinha e com uns looks bacanas.
Da próxima vez só falta suspender o jantar e proibir a entrada de dispositivos eletrônicos que tá tudo certo!


Peguei na internet!
Toda bowaaa!
Primeiro rolou o boato de que ela tinha tocado aqui na semana passada e que ninguém tinha ficado sabendo de nada. Daí começou o disse-me-disse no Facebook: músicos, jornalistas, o pessoal da embaixada do Brasil, todo mundo reclamando da suposta organização do show que não havia divulgado direito etc.
Bastou para uma produtora perguntar se havia quórum, todo mundo clicar no botão de “curtir” e ela trazer a Gaby Amarantos, a Beyoncé do Pará, para tocar com a banda Kumbia Queers hoje à noite no Salón Real. A festa tem horário portenho e começa à meia-noite. Dá tempo de jantar, tirar uma soneca e correr pra lá!


Lindo, né? É um vagão da linha A do metrô portenho. Foi o primeiro da América Latina.
Não vou entrar em detalhes sobre a polêmica do metrô em Higienópolis porque vocês obviamente estão muito mais por dentro do que eu. É que além da vontade de comparecer ao churrascão amanhã, gostaria de comentar que, aqui em Buenos Aires, rico também utiliza o transporte público.
Eles também têm carrão na garagem e smartphones. Usam roupas, bolsas e relógios de marca. Mesmo com o euro custando mais de seis pesos argentinos, eles também viajam para a Europa nas férias.
Verdade seja dita, o pensamento deles em alguns pontos pode ser bastante parecido com o dos integrantes da Associação Defenda Higienópolis, mas, no entanto, eles pegam o mesmo subte, tren ou bondi (metrô, trem, ônibus) que eu pego para ir ao trabalho.
O motivo? Bom senso! Afinal de contas é muito mais lógico se deslocar de metrô, por exemplo, porque a passagem é barata, não tem que pagar nem se preocupar com estacionamento e ainda dá pra ler o jornal. O carrão fica na garagem e sai para dar um rolê no fim-de-semana.
Sim, o metrô está sempre cheio na hora do rush e é preciso ter bastante contato corporal com demais integrantes da sociedade civil, sejam eles “gente diferenciada” ou não.
Mas se chique é ser inteligente, essa galera viajada e estudava deveria saber que a tolerância e o multiculturalismo estão entre as coisas mais valiosas deste mundo, né?

