Revista TPM

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Postado em 23.11.2010 | 16:11 | Stephanie Stupello
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Ela é dona de um cabelo preto e longo, olhar sereno, caminhar tranquilo, apesar de sentar de costas pra mim (a menos de 1 metro de distância) só ouço sua voz quando quero azucriná-la (claro, no sentido alegre da palavra). Por trás dessa timidez toda, existe uma mulher forte, batalhadora, sonhadora, guerreira e blogueira que tem muito para nos dizer. Com vocês, Marjorie Fonseca, a estagiária de texto da Tpm! * Por Camila Durelli

Arquivo pessoal

01. Va - Minha companheira de signo, festas, trabalhos na faculdade e bate-papos. 02. Ano Novo na Praia – Sempre. 03. Meu niver - Amigos desde os tempos de escola. Amo! 04. Marquinhos e Eu

01. Va - Minha companheira de signo, festas, trabalhos na faculdade e bate-papos. 02. Ano Novo na Praia – Sempre. 03. Meu niver - Amigos desde os tempos de escola. Amo! 04. Marquinhos e Eu



Quem é a Marjorie Fonseca?
Sou aquariana, signo considerado o melhor para conviver, rs. Me considero uma "menina-mulher", gosto de ficar às vezes sozinha para refletir, fazer escolhas e escrever poesias. Eu arrisco algumas linhas, uso muitas vezes a poesia para desabafar comigo mesma. Também adoro assistir a filmes, principalmente de comédia, aqueles que me fazem dar gargalhadas sem parar. Sou bem calma e sempre sei me sair bem de alguma cilada!

Faz um benzão em desabafar, ainda por cima através da arte da poesia! E essas linhas que você arrisca, compartilha com alguém?
Hahaha, não, não. Deixo nos meus cadernos que ficam bem escondidos, ou no meu lap, em uma pasta que criei chamada "Momentos".

E não posso deixar de perguntar, conta a cilada mais "cilada" que você conseguiu se sair bem.
Ah, um exemplo simples: uma vez na faculdade esqueci de entregar um trabalho em grupo, ou seja, a outra pessoa esperava a minha parte para finalizar o trabalho. Aí eu disse que já tinha terminado e estava no meu pen drive. Logo depois, pedi a parte da minha amiga que eu iria juntar, conversei com o professor, terminei a minha parte e entreguei no primeiro horário do outro dia por e-mail. Atrasos acontecem...

Haha, malandro é o gato de bigode. E de onde você vem?
Sou paulistana e sempre morei no bairro do Capão Redondo.

Orgulho de ser Capão Redondo?
Moro em um condomínio de casas no Capão e tenho sim muito orgulho do meu bairro e da galera da comunidade. Lá tem tudo o que eu preciso e, o melhor, são os meus amigos que fiz desde os tempos de escola.

Conta pra gente como é a vida na comunidade junto com os "brothers", mano!

Hahaha, "os manos, brothers" são apenas expressão. Para mim, sabe o que quer dizer de verdade? Que eles são bem mais que amigos, são meus irmãos. Lá na minha rua são todos unidos, sempre dispostos a ajudar, me lembro de inúmeras situações que um ajudou o outro. Acho que isso é saber viver bem em uma comunidade, seja nos Jardins ou no Capão.

Mas e aí, Marjorie, qual é o seu maior sonho?
Sempre digo que eu não tenho sonhos, mas sim planos para o futuro. Bom, o que quero mesmo é viajar pelo mundo, fazendo coberturas investigativas. Quero visitar a África, esse sim é um dos meus maiores planos. Como ainda sou "novinha", tenho 21 anos, ainda tenho muito tempo. Mas, como toda mulher, quero ter uma família, filhos e viver em paz pra sempre. Nem digo feliz, porque isso é muito "conto de fadas"!

Arquivo pessoal

05. Primas - Todas lindas, mas eu sou a mais diferente - será que sou da mesma família. 06. Adoro visitar exposições! 07. Vic - minha priminha que amo! 08. Tempos de escola - momentos bons que não voltam mais

05. Primas - Todas lindas, mas eu sou a mais diferente - será que sou da mesma família. 06. Adoro visitar exposições! 07. Vic - minha priminha que amo! 08. Tempos de escola - momentos bons que não voltam mais


Você realmente acha que felicidade só existe em contos de fadas?
Não. É claro que ela existe, senão todos já teriam se matado, rs. Como viver sem ser feliz? Mas, vamos ser sinceros, nos contos de fadas nem as princesas são felizes desde o começo, elas sofreram muito. Então penso assim: A felicidade existe sim, mas ela é de momentos e quem faz os momentos somos nós mesmos. Não é possível ficarmos felizes o tempo todo, porque estamos em constantes mudanças, passamos por várias fases em nossas vidas e cada uma leva a um pensamento diferente.

Hum! Pode escrever uns versos a partir daí, não?! Se arrisca?
Não, não... Só quando estou sozinha.

E o que é felicidade pra você?
Viver momentos simples ao lado das pessoas que amo.

E em relação à África, o quer fazer exatamente lá?
Bom, inicialmente quero conhecer o lugar. A África não é só pobreza, são tantos lugares bonitos! Mas minha intenção é participar de algum projeto social no país, eu sou muito ligada a isso. Adoro ajudar, fazer o bem para as pessoas.

Legal! Mas você acha que precisa ir até a África pra fazer projeto social? Não acha que aqui tem muita pobreza e pessoas a serem ajudadas também?
Claro, tem sim. E isso já faço também por aqui. Mas acho que uma coisa não tem muito a ver com outra. Quero conhecer uma nova cultura, saber como é viver lá e conhecer o lugar.

Entendo. Então, além de estagiar aqui, você trabalha em ONG? Qual? E que tipo de trabalho vocês fazem?
Eu não trabalho em uma ONG na verdade. Eu acompanho os projetos sociais feitos pela ONG Casa do Zezinho, localizada lá no Capão, e ajudo se precisar. Meu namorado foi um dos primeiros "Zezinhos", bem antes da grande estrutura que a ONG é hoje. Foi por meio da Casa do Zezinho que ele conseguiu realizar seu sonho de publicar seu livro. Na Casa são acolhidas cerca de 1.500 crianças, que ficam fazendo diversas atividades: música, capoeira, aulas de inglês, natação, etc. Tudo de graça, em período integral. Então eu tenho um contato bem grande com a Tia Dag (Fundadora da Casa) e com todos os outros membros.

Ah, então seu namorado é escritor?! Que chique! O que ele escreveu?
Sim, ele é escritor e trabalha como educador social na ONG Instituto Rucka, localizada lá no Capão. O livro dele se chama Zona de Guerra, lançado ano passado. No mês de julho ele foi para a Alemanha apresentar o livro em três cidades. Conta a história de cinco amigos que moram em uma favela no Parque Santo Antonio e vivem intensas histórias... Quem quiser saber mais é só comprar, rs. Encontrado em todas as livrarias do Brasil ou pela internet em diversos sites, como o da Saraiva.

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09. Amo Viver assim, livre! 10. Formatura colegial, amigas pra toda vida! 11. Mão na Massa - Projeto Social idealizado por Marcelo Rosenbaum - Voluntária no Capão. 12. Dia de Sol no Guarujá

09. Amo Viver assim, livre! 10. Formatura colegial, amigas pra toda vida! 11. Mão na Massa - Projeto Social idealizado por Marcelo Rosenbaum - Voluntária no Capão. 12. Dia de Sol no Guarujá


Você estava comentando que o Marcos Lopes (seu namorado) é o grande "culpado" de você ter caído de paraquedas aqui na editora, conta melhor isso!
Bom, tudo começou quando o Marcos encontrou o Paulo Lima no Power To The Peaceful. Eles ficaram amigos e o Paulo iniciou o projeto do livro dele aqui na Trip. Passou um tempo e eu o encontrei em alguns eventos da Casa do Zezinho (ONG). Depois o Marcos conversou com ele a respeito de eu trabalhar aqui. Como já tínhamos nos conhecido antes e tal, ele lembrou de mim e me chamou. Cheguei aqui, senti o ótimo astral da editora e até falei comigo mesma: “quero ficar aqui!”. Conversei com a Bettina, supersimpática também e deu tudo certo. Hoje estou na Tpm, que amo!

E, por ser estagiária, você ainda está estudando, né? Onde? Em que ano?
Ainda estou. Não aguento maissss!!! Faço faculdade na Universidade Paulista e estou no último semestre.

Você sempre quis ser jornalista?
Sempre! Normalmente quando você é criança sonha em ser veterinária, astronauta, professora... rs. Mas eu não, eu sempre quis ser jornalista. Quando ganhei, aos 5 anos, o gravador vermelho da Gradiente não larguei mais. Nele eu cantava, gritava, mas principalmente entrevistava. Nos tempos de escola já estava decidida. Acabei realizando meu objetivo, ao contrário de quatro amigos meus que também queriam fazer jornalismo e acabaram indo para economia, história, engenharia e enfermagem.

Então, gosta de escrever?
Amo escrever! Por isso escolhi essa profissão. Lembro que quando tinha 8 anos de idade, fiz meu primeiro livro. Ele tinha cinco páginas e contava a história de uma menina que ganhou um cachorro. Também tenho meu blog no site da Tpm: Minha Vida na Perifa, onde escrevo sobre meus momentos e desabafo também.

Que pergunta a minha, dãr! Mas, sei lá, vai que você escolheu essa profissão só pra ficar ganhando as coisas que o pessoal envia para a redação (coisa que o pessoal da arte não ganha), rs. Brincadeiras à parte, conta mais sobre o que seu blog, fala...
Desde quando iniciei meu blog, fui com a proposta de escrever posts de eventos, lugares para curtir no Capão e na periferia do bairro, programas sociais e sobre momentos meus lá. Ao contrário do que muitos pensam, depois da ponte (João Dias) tem muitas coisas boas, momentos de alegria e pessoas que você faz amizade e leva pra vida toda. Tem um post lá, bem legal, e que foi muito falado pelos meus amigos e por pessoas que eu nem conhecia. Escrevi sobre o dia em que eu e o meu namorado levamos dois meninos para ir ao cinema. A ideia parecia uma coisa simples, lugar que é normal ir aos fins de semana, mas para eles esse dia foi mágico, porque eles nunca tinham entrado em um! No dia ficamos muito emocionados e nos divertimos bastante.

Para finalizar, fecha os olhos e fale a primeira palavra que te vem à cabeça.
Amor.

Valeu, Marjorie, pode continuar a fazer seus textos, porque eu também tenho que terminar de layoutar.


*Camila Durelli sabe alegrar alguém e está sempre perguntando como as pessoas estão, se bem, se mal. Como sempre digo: ela é uma figura! E é mesmo, porque está sempre enchendo minha paciência. E, por sentar bem atrás de mim, podem imaginar o quanto eu sofro, hein?! Apesar do sorriso aberto, ela é uma pessoa muito centrada em seus objetivos e, pelo que já deu para perceber, uma excelente amiga!

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Postado em 21.07.2010 | 17:07 | Jaqueline Amaral
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Ariane toda sorridente na sua mesa protegida

Ariane toda sorridente na sua mesa protegida


Hoje, enquanto esperava por um minuto de atenção de nossa repórter Ariane Abdallah (ela parece ligada na tomada, tanto que ganhou um concurso seríssimo realizado ontem aqui na redação para descobrir quem digitava melhor e mais rápido) parei ao lado de sua mesa e botei reparo nos detalhes, não tive dúvidas, vai pro blog já.

Ari, o que não pode faltar na sua mesa?

Calendário, sem um eu não consigo me organizar direito. No começo do ano sempre chegam vários de assessorias de imprensa. Escolho o mais bonitinho e menor e fico pra mim.

E quem são essas pessoas nas imagens que você tem na sua mesa?
Esse altarzinho foi feito por mim e pela Renata, que é minha amiga e chefe [Renata Leão, diretora de redação]. Ele abriga coisas que simbolizam nossas crenças. Quando a gente olha pra esse altar, no meio do fechamento, sentimos uma paz e sabemos que não existem problemas tão graves. É o que nos ajuda a  manter a calma, a serenidade e a sanidade sempre.

Nas imagens estão o Cristovão, nosso orientador de ioga, a Amma, que é uma mulher famosa pelo abraço. Ela é indiana e quando vem ao Brasil fazem fila para abraçá-la, dizem que muda a vida. A Renata já a abraçou, por isso temos a foto dela também. E a outra imagem é de uma trindade hindu que representa três deuses: a criação, a manutenção e a destruição, ciclo de todas as coisas do universo.

E essa escultura?
É Ganesha, uma divindade hindu que abre os caminhos. Quando temos alguma dificuldade, a gente pede pra ele abrir os caminhos.

E o que mais tem de indispensável na sua mesa?
Tem um livrinho com mensagens para todos os dias do ano, o calendário seicho-no-ie, também com mensagens,  pimenta seca e sal grosso pra espantar o mau olhado.  Todo dia eu chego, ligo meu computador, leio as mensagens do livrinho e da folhinha, lavo a mão (especialmente porque ando de ônibus), tomo água e começo o dia sempre respondendo e-mails.

Essa mesa tem poder: Amma, o mestre Cristovão e a trindade hindu

Essa mesa tem poder: Amma, o mestre Cristovão e a trindade hindu

 

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Postado em 15.07.2010 | 20:07 | Jaqueline Amaral
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Algumas mesas aqui da redação são muito parecidas, outras chamam a atenção pelos mimos, quantidades de post-it grudados em todos os cantos ou pelo minimalismo e organização, afinal, quem tem a mesa arrumada aí levanta a mão /º\ (juro que em breve mostro a minha aqui). Mas aí hoje uma mesa, ainda que "normal", merece destaque. Lia Bock, editora de redação da Audi Magazine e nossa blogueira do Eu lia tu lias, é a aniversariante do dia, por isso ganhou uma bexiga e estava toda animada e trabalhada no vermelho: olha a unha com o anelzinho mais a bolsa e o lenço ali no cantinho...

Além da charmosa moringa de água, Lia tem que ter sempre à mão a sua coleção de revistas Audi, as agendinhas (são três!) e pastilhas de sabores variados.

Parabéns, Lia (que não quis aparecer na foto), pelo aniversário e pela moringa bonita!

 

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Postado em 07.07.2010 | 21:07 | Jaqueline Amaral
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A Bruna é uma profissional muito competente, sempre preocupada com o horário. Aliás, para constar: este "Pratas da Casa" foi feito fora do seu horário de trabalho. Tem um humor ácido e sabe contar boas histórias. Mas a característica mais marcante da Bruna é o amor que ela tem pela família.

*Por Stephanie Stupello

1.  Meus irmãos, meus amores. 2. Bopps coloridos. 3. Amigas da vida inteira... 4. Em Buenos, com meu lindo.

1. Meus irmãos, meus amores. 2. Bopps coloridos. 3. Amigas da vida inteira... 4. Em Buenos, com meu lindo.

Todo Pratas da Casa tem que ter esta pergunta: como é que você veio parar na Trip?
A Marília Kodic veio fazer estágio na Trip e em seguida indicou a Flora para ir para o site. E quando estavam procurando alguém para a Tpm a Flora e a Marília falaram que tinha uma menina que gostava muito daqui... Fiz entrevista com a Carol, um bate-papo... Depois de uma semana a Carol me ligou, e eu sabia... Só podia ser ela... Só que na ocasião eu já tinha trocado de telefone e andava com o velho só pra esperar ela ligar. Eu vivia esquecendo de carregar. Na hora que ela ligou eu vi que tinha pouca bateria e atendi... “Oi?” “Oi, Bruna, é a Carol aqui da Tpm.” Imagina, eu aqui, aquela timidez, aquela coisa louca... E ela “Então, Bruna... Vamos trabalhar?” E caiu a linha... Corri atrás de outro celular, mas aí já tinha acabado o clima... Basicamente, a Flora que me indicou...

Como você escolheu jornalismo?
Eu sempre amei a Tpm, tenho coleção de Tpm em casa. Acho que muito de eu ter escolhido fazer jornalismo foi por causa da Tpm. Eu queria fazer parte daquilo, eu esperava minha revista chegar, tinha toda a dinâmica pra ler. Mas também sempre gostei de escrever, minha mãe é professora, ela também é roteirista, sempre tive essa relação com humanas. E no colegial eu até pensei, cheguei a prestar ciências sociais... Passei, comecei a fazer na USP, junto com a Cásper. E desisti, larguei... Eles não gostavam de mim, e eu não gostava deles. A galera não falava comigo, e na Cásper eu tinha um monte de amigos... Na USP o pessoal era muito bitolado.

Onde você estagiava antes de vir para a Trip?
Eu só estagiei na Tpm. Meu primeiro e único estágio.

Você está há quanto tempo aqui?
Eu entrei em outubro de 2008... Estou há um ano e oito meses, 7 de outubro foi o dia que me chamaram... E espero ficar mais!

Essa era minha próxima pergunta... Porque a Renata tem essa característica de investir nas estagiárias...
É... Ela fez isso com a Carol, com a Ariane, com a Luara, com a Paulinha... Ah! Eu tenho planos de ficar aqui! Eu espero, eu gosto tanto daqui! E nunca trabalhei em outro lugar... Por vários motivos: a galera aqui é legal, você se apega, você tem espaço pra fazer um trabalho legal. As meninas são incríveis! É uma redação de mulheres, mas não é aquela coisa louca... Não tem essa de ficar falando por trás...

5.  Minhas noites. 6. Meus filhos. 7. Sempre com eles. 8. Mari Caldas, da Trip, e eu, com nossas amigas. 9. Minúscula.

5. Minhas noites. 6. Meus filhos. 7. Sempre com eles. 8. Mari Caldas, da Trip, e eu, com nossas amigas. 9. Minúscula.

Planos para o futuro, então?
Profissionais? Profissionais eles estão aqui! Claro! Mas planos para o futuro no geral... Eu quero ter quatro filhos... [Risos] Quero casar! Basicamente, são esses os meus planos! [risos]

Você está no último ano de faculdade. Sobre o que é seu TCC?
Meu TCC é sobre mães com filhos em coma. Porque meu tio está em coma há cinco anos, e nesses cinco anos eu descobri que as pessoas não falam muito sobre isso. Tem o Fale com Ela, tem O Escafandro e a Borboleta, tem esses filmes... Mas eu foco mesmo as mães, eu fico impressionada com a minha avó. Minha avó puxou tudo para ela. Claro, nós somos uma família muito unida, e pra mim Natal é uma delícia! Eu não conheço aquele tio chato que aperta a bochecha, pra mim isso não existe! Eu almoço na casa da minha avó todo sábado e domingo... E foi uma parada muito forte, e minha avó tem uma fé, uma força! E eu estou fazendo TCC com a Mari [Caldas], da Trip, e mais duas amigas da Cásper – grandes amigas! E uma delas estava lendo uma matéria sobre uma mãe, que a filha entrou em coma com 10 anos, e ela ficou muito comovida! Eu reparei que a rotina dessa mãe era muito parecida com a da minha avó e falei: “Vamos investigar isso”. Minha avó está maravilhosa no vídeo!

Eu estou reparando que você é muito família...
Muito família! No primeiro dia de colégio que você tinha que falar quem você era, eu falei: “Meu nome é Bruna Bopp”... E Bopp é meu sobrenome do meio, tem o Pitombo também, mas Bopp é muito lindo! E é a esse lado da família que eu sou muito ligada, que é o lado da minha mãe. Também sou ligada com a parte do meu pai, mas os Bopp são... Eu falava: “Eu tenho 15 anos. Sou a irmã mais velha de um casal de gêmeos”... Meus irmãos são dois anos mais novos que eu, é o Lucca e a Maria, eles são a minha paixão, a gente é muito brother, e eles são muito amigos... Eles dormem na mesma cama! Ser a irmã mais velha de irmãos gêmeos não é só “Ai, que gracinha! Gêmeos!”, eu acho que isso me definiu. Eu sempre me senti uma segunda mãe deles. Quando meus pais se separaram eu criei a consciência de que com 8 anos eu tinha que mostrar para eles que estava tudo bem! Então, eu já bati em três cara diferentes para defender meu irmão! Eles eram mais velhos do que ele, e mais velhos do que eu...

Como foi isso?
Um moleque do meu prédio – agora eu moro em casa – que ficava o tempo todo para os meus irmãos: “Eu tenho pena de vocês dois”. E eu fui tirar satisfações: “Por que você tem pena dos meus irmãos?”. “Porque meus pais estão lá em cima juntos e os seus estão separados.” e saiu andando. O QUÊ? Saí atrás dele correndo, puxei aquela regata amarelo ovo que ele estava usando, fui rasgando até o chão, no que ele voltou, dei um monte de socos na cara dele! Eu bati por eles! Sou realmente muito família, muito caseira...

Voltando um pouco para a Trip, você faz TCC com a Mari (Caldas) e sentava do lado dela até outro dia...
Ah! Eu estou com tanta saudade! Antes era só uma mão de distância, agora é só por telefone... A Mari é uma das minhas melhores amigas da vida. Ela entrou do nada assim... Não dá para explicar! Nós somos muito parecidas, mas por outro lado ela é mais tranquila... Eu já sou meio brava. Depois de tudo que aconteceu na minha vida, eu sou meio indignada... E a Mari me entende nisso. A Mari me entende em tudo! E eu tenho grandes amigas: a Giovanna, a Laura, a Ju, a Camila e a Vale são minhas amigas do colégio, e eu não vejo mais elas todos os dias... A Mari, eu vejo todo dia! Ela vê quando eu estou mal, precisando de algo...

E sair de balada?
Sou tranquila! Eu gosto de sair para comer uma pizza com os amigos, ou tomar uma cerveja com os meus amigos do colégio ou com as minhas amigas do futebol... Aliás, eu adoro jogar bola! Gosto muito...

Você joga futebol?
Jogo! Pela Cásper... Porque eu pensava assim: “A Maria tem uma irmã. Ah! Legal! Mas o Luca também não deve sofrer muito, porque eu gosto de futebol, gosto de assistir a futebol, ele não deve sentir tanta falta!”.

 10.Querendo ser trigêmea. 11. Minha mãe é gata!

10.Querendo ser trigêmea. 11. Minha mãe é gata!

Você é meio mãe deles...
É! Mas eu sou quase uma madrasta. O que a minha mãe passa a mão eu sou mais chata. Quando ele vai mal na faculdade...

Ele faz o quê?
Ele faz direito e a Maria faz cinema! Inclusive o curta-metragem dela vai estrear dia 13 de agosto. Não só porque eu sou uma irmã coruja, mas é maravilhoso! Mas o futebol... Eu jogo desde menina! Sou são-paulina roxa, doente! Sou praticamente um menino...

Mas nunca pensou em trabalhar com jornalismo esportivo?
Não! Por enquanto meu único sonho é trabalhar na Tpm, no aspecto profissional.

E em televisão, rádio...
Uma aula ou outra me atraem, mas não... Televisão... Já me falaram: “Você leva jeito, fala bastante, você diz que está tímida mas não transparece!”.

E não transparece mesmo, Bru! Agora que você me disse que bateu no menino, eu fiquei assustada...
Eu sou, sou bem brava! Sou bem libriana: indecisa demais. E eu namoro um libriano, então nós só vamos aos mesmos lugares, porque não conseguimos decidir pelo outro. Eu sou bem brava! Mas meu pior defeito é que eu sou muito impaciente, com tudo! No trânsito, em alguém me contar logo uma história, mais até do que ansiosa... Mas também sou bem amiga, tenho amigos da época do colégio.

12.  Ei, pai!

12. Ei, pai!

E seu namorado é da época do colégio?
Não, não... É da faculdade! Nós somos um grupo de amigos bem fechado, e o Murilo é desses... Mas meus amigos do colégio... Nós nos encontramos até hoje, aquelas histórias que só quem viveu com você sabe. Sou muito o que sou hoje por causa deles...

Você mora com a sua mãe e seus irmãos?
Moro com a minha mãe e com meus irmãos! Mas almoço toda quarta-feira com meu pai. E meu pai é ótimo! Sou muito bem resolvida com ele nessa parte... Converso com meus pais sobre tudo, com a minha avó! Minha avó também é supermoderna, maravilhosa... Meu avô trabalha super! Minha família é foda! Tenho uma afilhada de 6 anos, chama Isabela, é filha do meu tio!

A conclusão que cheguei com esse Pratas da Casa é que “A Bruna é a pessoa mais família da Trip Editora!”... (risos)
[Risos] É, sou dessas... Tem meus dois cachorros também! Tenho dois pit bulls, que são uns santos! Eles dormem comigo, na minha cama! Que é praticamente a cama deles... O Jazz e o Folk!

A Stephanie é doce e decidida. Percebo nela algumas características que vejo em mim. Assim como eu, ela larga tudo quando o assunto é família. Foi uma delícia ter sido entrevistada por ela... (Por Bruna Bopp).

 

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Postado em 02.12.2009 | 22:07 | Flora Paul
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Estava lá eu, vítima daquele bullying saudável que é praxe quando se é novo numa empresa (e é maior ainda se você for estagiário), quando me apresentaram a Mari: “Carioca, tem uma conterrânea sua aqui”.

Foi só a pequena abrir a boca para me cativar. Quem a conhece sabe que a Mari tem um jeito todo particular de se expressar, um misto de carioquês forte com uma meiguice que nem ela resiste, tanto que fala sempre sorrindo. E, apesar dessa fofura toda, ou por causa dela, Mariana Caldas é mestre em resolver problemas e conseguir coisas, que é basicamente o que as meninas da produção da Trip, da qual ela é estagiária, fazem todo dia.

Segunda-feira passada, fomos os dois no El Guaton, aquele restaurante chileno aqui perto, para empanadas y cerveza. Lá descobri que a Mari já quis ser uma megaexecutiva, já foi punk rocker, não é a Adriana Calcanhoto, mas também ama “Cores de Almodóvar, Cores de Frida Kahlo” e sabe apertar uma bota de ski como ninguém.

*Por Millos Kaiser

 

Imagem: Arquivo Pessoal

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1.Com a BFF Bruna Bopp e as amigas da Cásper. 2.Amando muito a Ju, sua prima irmã. 3.Descabelada. 4.Com as amigas de Friburgo.

 


O que te levou a fazer faculdade de jornalismo?
Para ser bem sincera, eu não sei muito bem. Decidi em algum momento do ensino médio que iria fazer jornalismo e ponto. Eu era uma dessas loucas que quer fazer tudo e achei que com jornalismo dava para fazer isso, conhecer mundos e pessoas.


Quando criança você queria ser o quê?
Eu queria ser executiva, que nem o meu pai. Queria ser daquelas bem matadoras, que usam saia com um corte enorme, salto altíssimo, com muito poder. Meu pai era um superexecutivo, diretor de marketing da Visa. E eu adorava papéis, anotações, assinaturas. Minha mãe também era executiva, antes de ser artista plástica.


Vestibular foi um terror ou passou tranquilo?
Eu não sei como passei, na real. Não fiz nada no meu terceiro ano. Era da comissão de formatura, esse era o meu pretexto para não ir às aulas. Não fui a nenhuma de física e matemática, por exemplo. Pensava: “tenho coisas mais importantes para fazer”.


Mas aí você passou para a Cásper Líbero e veio para São Paulo, deixando Friburgo, seus amigos, família e namorado. Como foi isso?
Foi complicado. Eu estava no auge da paixão, estava começando o namoro, tínhamos nem quatro meses juntos. Ele tinha pedido para namorar comigo na formatura, coisa de filme mesmo. Estudava com ele desde a quinta série, mas a gente nem se falava direito. O problema de São Paulo não era São Paulo, era o que eu estava deixando.


Mas foi só a faculdade começar que as coisas melhoraram, né?
Com certeza. Na primeira semana eu já fiz uma best friend, a Bubu (Bruna Bopp, estagiária da redação da Tpm). Hoje ela é minha melhor amiga da vida.


Foi através dela que você foi parar na Trip?
Foi. A Isa saiu da produção e a Bruna me indicou. E agora a gente trabalha uma do lado da outra. Já estou aqui faz seis meses.


Pra mim, você parece já ter nascido produtora. Você pensa em ser repórter também?
Eu entrei na faculdade a pessoa mais perdida do Brasil. Hoje em dia, eu quero ser repórter, juro. Tenho isso muito mais claro, sei o que quero. Aprendi a assumir pra mim mesma que gosto de escrever, mas foi difícil, rola um bloqueio. Já na produção, eu me sinto superconfortável. Posso passar vários perrengues que sei que, no fim, vou conseguir.

 

Imagem: Arquivo Pessoal

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5.Mamãe. 6.New York, New York. 7.Toda prosa de princesa no Carnaval. 8.Papai.

 

Sempre tive impressão que mulheres são naturalmente melhores produtoras que os homens. Você concorda?

Eu não sei por que, mas tem muito mais mulheres em produção mesmo.

Vocês são mais organizadas...
É, acho que é isso. A gente tem mais jogo de cintura também, mais paciência. Mas isso é lenda, qualquer um pode ser um bom produtor.

Desde que não seja eu, certo?
Mesmo você! Eu sou muito desorganizada fora do trabalho, mas na Trip eu tenho um compromisso, tenho que me organizar.

Você falou que fica bem feliz quando vê os resultados das pautas que você produz. Teve alguma que te empolgou mais?
Do boombox (“Radio heads”, publicada na Trip 181). Foi muito difícil, era uma logística absurda. Se desse algo errado, desandava tudo. Eram cinco personagens, todos morando longe, e 140 boomboxes espalhados em quatro casas. Eram duas kombis para pegar isso tudo e levar para o centro, para montar uma parede de rádios.

Uau. E perrengues, qual foi o maior?
Não teve nada ainda que tenha dado totalmente errado, mas na minha primeira produção rolaram vários estresses. Tínhamos combinado que faríamos a foto do Pelé, um Famoso Quem, em um galpão do Teatro Municipal, onde ele trabalhava. Na hora, a diretora não permitiu mais usarmos a locação, nem liberou o Pelé para dar entrevista. Pior: eu havia pedido um carro para mim, o Bruno (fotógrafo), o Pelé, a Isa (repórter) e a Camila (arte). Só depois descobri que o Bruno tinha uma assistente. E me mandaram um Uno. Um Uno! “Vou enfiar o Pelé no capô”, pensei. No fim, mesmo todo mundo apertadinho, deu tudo certo. Liberaram o Pelé e a gente fez a foto na rua mesmo.

Já rolou algum esporro da Adriana Verani (chefe de produção)?
Não, a Dri não dá esporro. Ela fala cantando quando está nervosa, só isso.

Você já viajou muito?
Sim, quando era criança, sempre com meu pai. Meu avô paterno é americano, então íamos muito para os EUA. Fui para Nova York, Califórnia, Flórida. Na primeira vez, eu tinha 5 anos, fomos para a Disney. Lembro bem porque descobrimos lá que o meu avô tinha Alzheimer. Mais velha, fui para Paris e Londres também.

Imagem: Arquivo Pessoal

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9.Versão pocket. 10.Com o namorado, Cadu. 11.Snowboarding em Lake Tahoe, Califórnia


Já viajou sozinha?
No fim do ano passado, fiz work experience em Lake Tahoe, na Califórnia. Era demais, trabalhava na loja que alugava equipamentos, fazia snowboard todos os dias.

E o namorado?
Foi junto, ficamos quatro meses num quartinho de hotel. No fim ainda fomos para Nova York.

Você ficou rica?
Não, mas ele ficou. Era uma temporada de merda: pouca neve e os EUA na crise. Minha loja tinha muito empregado, só me deixavam trabalhar duas horas por dia. Era enlouquecedor. No fim, meu chefe me mandava ir embora e eu ficava lá ainda trabalhando. Agora posso dizer que sou ski tech, sei regular uma bota de ski. Nunca mais vou usar isso, mas é legal saber que sei fazer.

Rolavam aquelas festinhas típicas de work experience, com a galera enchendo o pote numa casa mínima?
Rolavam umas festas trash, numas casas fedidas, com peruano, argentino, mexicano... Aquele reggaeton bombando, maior doideira. Mas eu não tinha muita paciência. Tinha muita balada normal também, mas eu era menor de idade.

Falando em reggaeton, e música? Do que você gosta?
Tenho fases. Com uns 13, era punk rocker.

Jura? Mas punk rock tipo Ramones ou tipo Blink 182?
Mais Blink 182, tenho todos os CDs. E Green Day, Offspring, essas bandas da nossa geração. Era um movimento em Friburgo, todo mundo andava de skate, enchia a cara na rua, tinha show dos amigos todo fim de semana.

Seu primeiro porre foi aí?
Foi, de porradinha (Sprite com vodca), numa festa junina da escola. Eu tinha uns 13, 14. Fiquei bem bêbada, mas não cheguei a vomitar. Isso nunca aconteceu, aliás. Tenho essa capacidade de ficar bem louca, mas não passar mal.

Atualmente você escuta o quê?
Música boa de ouvir. Da minha época punk rock, sobreviveu só o NOFX. Amo samba, Cartola, Mart'nália. Gosto também de jazz, Billie Holliday. Já passei um bom tempo também escutando só trilha sonora. Adoro a de Alguém Tem que Ceder, com o Jack Nicholson, e de Antes do Pôr do Sol (Ela começa a cantar: “Let me sing you a waltz”...). Minha última paixão é o Gero Camilo, que descobri recentemente que faz música também.

Quem é Gero Camilo mesmo?
Um ator muito bom, artista completo, puta cara fodido. Ele é horroroso, do meu tamanho, cabeça chata, o perfeito anti-herói, mas eu amo ele. Quero fazer meu TCC sobre ele. Tenho essa coisa de descobrir alguém e ficar aficionada. Já rolou isso com o Travis Barker (baterista do Blink 182), com o Kurt Cobain e mais recentemente com a Mart'nália.

Filmes preferidos, dá para dizer?
Todos do Almodóvar, menos Má Educação. Amo a estética dos filmes dele, me faz bem. As cores são incríveis. Também gosto muito de Frida e de Antes do Pôr do Sol. Ah, e de A Vida dos Outros. Já viu?

Já. O filme é frio, duro...
É, exatamente. E tem aquela cena do clímax, quando o espião alemão escuta uma soneto sobre ser uma pessoa boa e a partir daí o filme muda todo. Genial. É daqueles filmes que te deixa pensando o resto da vida.

Mari, diz pra mim: de onde vem esse jeito meigo seu, tão comentado por todos?
Não sei de onde vem, acho que sempre fui assim. Mas meigo como, você diz? Dos outros quererem me apertar ou de eu apertar os outros?

Os dois. Você é bem apertável. No bom sentido, claro.
Todos os meus namorados sempre reclamavam disso. Acho que escolhi a dedo os caras mais ciumentos. Eles sempre falavam que eu dava mole pra todo mundo, que era simpática demais, pegava nos outros sem necessidade.

Sua mãe e seu pai são amorosos assim?
Isso é bem deles. Aliás, a única característica que os dois têm igual é essa: ambos são bem carinhosos. Meu pai é o maior porra louca, mas sempre foi megacarinhoso comigo. A gente dorme junto ainda e quando visito a minha mãe em Friburgo faço a mesma coisa. E olha que é uma cama de solteiro!

Eu li uma vez que gente que cresceu sem ser tocado, sem receber carinho, tem outras percepções de frio e calor. Tipo se o dedo está queimando, a pessoa demora mais para sentir. Inteligência corporal, sabe?
Sério?! Que legal. Faz sentido. Tem gente que você sente isso só pelo abraço, é todo duro. Acho que sou bem inteligente corporalmente então

Acho que é isso, Mari. Não sei mais o que perguntar.
Deu, né? Eu só falei aqui.

*Às vezes eu tenho a sensação que o Millos é meu amigo de infância. Não sei se é a minha enorme competência em lembrá-lo do que ele está esquecendo, já esqueceu ou vai esquecer. Ou se é a naturalidade com a qual ele sempre tenta me acalmar. Talvez seja só o seu sotaque, que me faz me sentir em casa. (Por Mariana Caldas).
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