Revista TPM

 
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Postado em 27.08.2010 | 21:08 | Tania Menai
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No dia 31 de agosto, `as 4 da tarde, Manhattan ganha mais um centro gastronômico, reunindo o que a Itália tem de melhor: tudo. Trata-se do Eataly (well, Eat + Italy), um complexo de mais de 3 mil metros quadrados de mercado e restaurantes na rua 23 equina com a Quinta Avenida que venderá queijos, vinhos, massa fresca, pães, pizza, sorvete, antipastos, doces, livros, e até marcas amadas como Alessi. O empreendimento, que já existe na Itália (com sede em Torino), Londres e Tóquio, foi trazido pra cá pela dupla de chefs Mario Batali e Joe Bastianich (filho da lendária Lidia Bastianich, que dá aula de culiniária na TV) e contará ainda com um restaurante de carnes de 80 lugares - chamado Manzo - e um centro de educação, onde acontecerão aulas. Mais? No topo do edifício ainda rola um bar para 250 pessoas, onde além de vinho italiano, cerveja não faltará. Quem teve o privilégio de conhecer o Eataly antes de inauguração (exemplo, eu!), pôde esbarrar com os crocks laranja de Batali e se espantar com a coragem dos italianos em abrir um megalugar como este em plena crise econômica. Para quem tem pena da Little Italy do passado, que foi invadida sem dó pelos chineses, sorria: o novo lugar da Itália nesta cidade é aqui. Siga o mapa para não se perder - aí está  mais um lugar para arrebentar a boca do balão numa cidade que não precisa de mais nada pra isso. Auguri!

 

Tania Menai

Pães no Eataly: difícil escolher

Pães no Eataly: difícil escolher. Mas afirmo que o de provolone é show.

 

Tags: Eataly
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Postado em 29.07.2010 | 18:07 | Tania Menai
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Só deu eles no festival de filmes brasileiros do MoMA: o documentário Dzi Croquettes, sobre a vida do grupo de 13 homens que peitou (com peitos artificiais e sutiãs coloridos!) a ditadura militar do Brasil na década de 70, usando ótimas sacadas, batons, plumas e paetês. Premiado e com estréia marcada em Nova York, Rio e São Paulo, o documentário foi feito em Nova York pela dupla Raphael Alvarez e Tatiana Issa, ela mesma filha de um dos produtores do grupo. Já Rapahel não pára por aí: anualmente ele organiza um grupo para arrecadar fundos para a cura da AIDS, agregando participantes para a AIDS WALK (foto - Tatiana de tranças, Raphael ao seu lado, de costas) que acontece no Central Park. Cada um no seu tempo, mudando o mundo.

 

Tania Menai

Raphael Alvarez (de costas) e Tatiana Issa, ao seu lado, diretores de Dzi Croquettes

Raphael Alvarez (de costas) e Tatiana Issa, ao seu lado, diretores de Dzi Croquettes

 

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Postado em 29.05.2010 | 12:05 | Tania Menai
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Quando a gente acha que não tem como melhorar, somos surpreendidos! Agora o Le Pain Quotidien, cadeia belga amada pelos nova-iorquinos saudáveis (já são 23 restaurantes na cidade) , está no melhor lugar da cidade: no Central Park. Isso mesmo, logo acima do Sheep Meadow, gramadão-point, na altura da rua 68. Tudo é deliciioso, a começar pelas tartines, a salada de mozzarela, o Tuscan platter  e limonada com hortelã; e acabando com as sobremesas: todas.

Tania Menai

Le Pain Quotidien: agora no meio do Central Park.

Le Pain Quotidien: agora no meio do Central Park.

 

 

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Postado em 24.05.2010 | 01:05 | Tania Menai
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Para cada um, ela teve um impacto diferente. Goste ou não, o trabalho da iuguslava Marina Abramovic não passou desapercebido. Sua exposição "The Artist is Present" (A Artista está presente), no MoMA,  é discussão de todas as rodas por aqui. No segundo andar, onde há um vão gigante, todo aberto, ela simplesmente senta o dia todo, e encara a pessoa que está a sua frente, ambos setandos (ou sentadas) a uma mesa. E só. Só! Isso no meio de um MoMA sempre lotado e barulhento (museus já não são o que eram antes, viraram lugar de se acotuvelar). Em volta dela, no entanto, todos se calam. E ficam com cara de ponto de exclamação. Seja qual for a mensagem, ela consegue fazer as pessoas pararem, um ato raro numa cidade tão frenética. Talvez disso que a gente precise. Tudo bem, por alguns minutos. Não precisa ser o dia todo. A exposição fica  em cartaz até o dia 31 de maio.

 

Tania Menai

Marina Abramovic, de vestido azul: quer encarar?

Marina Abramovic, de vestido azul: quer encarar?

 

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Postado em 11.05.2010 | 23:05 | Tania Menai
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Indicar restaurantes em Nova York não é tarefa fácil. Aqui tem muitas armadilhas (leia-se, lugares da moda, bem localizados, caros, mas que deixam a desejar). Mas recentemente descobri o Gemma (foto), que fica no Bowery Hotel (não é necessariamente uma novidade, eu que demorei pra ir lá), assim como o Falai, no Lower East Side (bem vanguarda) e o Anella, bom, aconchegante e em conta, que ganhou recentemente uma crítica no New York Times. E, claro, há aqueles pé sujos que são despidos de glamour e  simpatia, mas vencem no sabor: o Azuri Café, campeão do falafel em Manhattan. Entre na fila, mas nunca num sábado. No entanto, o que vale sempre é a companhia. Aí é com você.

Para informações, clique nos links!

 

Tania Menai

Gemma, no Bowery Hotel: peça o branzino e seja feliz!

Gemma, no Bowery Hotel: peça o branzino e seja feliz!

 

 

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Postado em 19.04.2010 | 13:04 | Tania Menai
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Sábado, show do Roberto Carlos, ingresso de imprensa, par com o fotógrafo Adriano. Já tínhamos entrevistado o Rei na quinta-feira e a idéia era apenas acompanhar o show. Mas, "pensei que era moleza mas foi pura ilusão assistir ao show sem gastar nenhum tostão": vinte minutos antes das oito horas (horário que o show estava previsto para começar) recebi o pirmeiro text message (das dezenas, dezenas, dezenas, que viriam mais tarde) dizendo que o a mãe do cantor, Lady Laura, havia falecido quase duas horas antes. Sem saber o que dizer, imaginei que o show não aconteceria. Esperamos a notícia ser confirmada (os editores me mantendo informada, os demais repórteres se comunicando via celular dentro do teatro), quando a cortina se abre e entra ele, cantando normalmente.

Não acreditei. Ou ele não sabia, ou estava dopado, ou era o cara mais profissional do planeta. O show continuava e, a essas alturas, eu não prestava mais atenção em nada. Quando ele disse: "ela estava me preocupando, mas deu uma melhorada e agora está bem melhor" e começou a canta Lady Laura, vi que ele não sabia de nada. Passei a informação para o Brasil e passei a me sentir culpada por estar lá, sabendo da morte da mãe dele, e ele não. O público, nem tinha noção, mas vários lanterninhas já sabiam.

Ao final do show, ele saiu do palco e, em vez do bis, o maestro entrou novamente com voz trêmula de quem está segurando o choro e disse:"a gente ia dar um bis para vocês, mas o Roberto Carlos acaba de saber que a mãezinha dele faleceu. Nos resta aplaudir o Roberto e a Lady Laura". Como canta o rei..."com palavras não sei dizer", o que senti naquela hora. Salve este maestro.

Tania Menai

Roberto Carlos homenageado em Nova York: cem milhões de discos vendidos

Roberto Carlos homenageado em Nova York: cem milhões de discos vendidos

 

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Postado em 17.04.2010 | 14:04 | Tania Menai
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Enquanto a maioria (ou grande parte!) dos brasileiros que sairam na última sexta-feira foram ao show do Roberto Carlos, fiz diferente. Fui ao show - apresentação única - de um outro brasileiro: o barítono Paulo Szot. Ele estreiou no palco do Carnegie Hall, ao lado da orquestra New York Pop, da cantora de ópera Kelly O'Hara (com quem ele protagoniza o musical South Pacific) e o tenor Michael Slattery. Que trio! Que show lindo! Um dos pontos altos ainda foi a inesperada entrada de Richard Dreyffus no palco para premiar cinco professores de música de diferentes partes EUA - ganharam um troféu e cheques de 10 mil dólares. Belo exemplo que poderia ser seguido pelo Brasil, não?

Simpático, talentoso, cultíssimo, humilde (como toda pessoa de berço), e, como disse uma vez o New York Times, "seriamente charmoso", Paulo tem uma legião de fãs aqui em Nova York. Há um mês, ele lotou o Metropolitan Opera protagonizando a ópera russa "O Nariz" e sua agenda deste ano está pra lá de lotada. Pode-se dizer aqui também: "são tantas emoções!"

 

Tania Menai

Paulo Szot, no Carnegie Hall

Paulo Szot, no Carnegie Hall

 

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Postado em 14.04.2010 | 10:04 | Tania Menai
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Quando alguém de visita descobre que moro em Nova York por tantos anos, é esperado que venha a pergunta de sempre:"você tem dicas?" Claro que sim. Mas há um problema grave que já cansou: fico horas listando os lugares diferentes, como o Tenement Museum, coisas fora da rota turísticas, programas de locais quando, de repente, a pessoa me interrompe e pergunta: "mas vale a pena ir no outlet? Onde compra Ralph Lauren com desconto?" Quando o papo começa a cair pra esse lado, esqueça: o cidadão ou cidadã pertence ao grupo dos que vem pra cá para fazer o que os outros milhares já fizeram: compras e visitar lugares caros, turísticos, obedecendo a lista do amigo que veio pra cá com a mesma mentalidade (e que não necessariamente são bons, porque aqui também há roubadas). E é aí que eu paro de gastar a minha saliva.

Quer fazer compras em outlet? Não pague um hotel em Nova York. Vá pra Miami, Orlando, sei lá eu. Assuma que seu lance é comprar! Não há nada errado em comprar, mas só isso? Quer realmente dica de locais? Então escute pessoas que moram aqui (ou qualquer cidade que você visitar): os brasileiros em geral (sim, a maioria) chegam com uma lista pronta de "lugares onde brasileiros vão", que inclui os restaurantes Baltazar, Pastisse, além da Macy's, Bloomingdale's. Bem, há vida além desses lugares (que nem são tão fantásticos assim). Mas se esses brasileiros não forem no lugar onde o "amigo recomendou", pra dizer que foram, não adianta. Este tipo de turista não está aberto ao novo, e não sou eu, nem a Time Out Magazine que vai mudar essa mentalidade. Sequer estudam o mapa da cidade, não sabem o que é um Metrocard, e repetem a frase "ah, já conheço o Metropolitan Museum, fiquei uma hora lá." Piada?

Por outro lado, tenho amigos como o Rafael, que chegam aqui com ingressos incríveis comprados, descobre restaurantes novos, fazem uma pesquisa minuciosa e depois me passam...e eu sigo! Fiz tudo o que ele me recomendou, mas não vou falar o que é, porque como prometi, não dou mais dicas! Estou em greve.

ps - se eu perguntar a algum turista brasileiro do perfil citado acima onde fica essa fonte de água aqui em Manhattan, poucos saberiam responder.

Tania Menai

Um dos lugares mais lindos de Manhattan. Onde será?

Um dos lugares mais lindos de Manhattan. Onde será?

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Postado em 17.03.2010 | 13:03 | Tania Menai
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Só dá eles. Hoje é St. Patrick's Day e a cidade está verde. Os irlandeses são de longe a principal etnia de Nova York (é a maior comunidade irlandesa nos EUA). São a espinha dorsal dos bombeiros e da polícia - um orgulho, considerando que os caras são bons. Eles chegaram por aqui em levas de imigração a partir de 1800, por causa da famosa  Grande Fome da  Batata. Eram pobres de marré-de-si. Onze deles foram prefeitos da cidade, e entre os famosos está a família Kennedy e o ator Edward Burns. Mas fama mesmo eles tem nos bares: hoje de manhã, as nove da matina, tirei esta foto abaixo dos moços esquentando os tamborins, numa versão irlandesa da concentração do Sambódromo. Este grupo pertence ao NYPD, ou departamento de polícia, e, com suas sainhas xadrez, preparavam-se alcoolicamente para o desfile que acontece anualemente na Quinta Avenida, e que, como sempre, acaba em bebedeira. Até um restaurante mexicano aqui da esquina já está cheio de bandeira irlandesa. Arriba Irlanda!

 

Tania Menai

Concentra e sai: irlandeses em Nova York

Concentra e sai: irlandeses em Nova York

 

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Postado em 04.03.2010 | 23:03 | Tania Menai
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Coxinha de galinha, sopa de aipim com côco e vieiras, soufflé de brócolis e queijo minas. Tudo isso, em inglês, com fotos escandalosamente lindas (incluindo as feiras de rua do Rio de Janeiro) e a simpatia de uma carioca: assim é o primeio livro de Letícia Moreinos Schwartz. Publicado esta semana em Nova York (foto), The Brazilian Kitchen traz de tudo - das entradinhas `as sobremesas. Algo inédito nos EUA, já que ela estudou meticulosamente a arte de escrever na linguagem gastronômica, coisa que os americanos fazem com maestria. A renomada chef mora por aqui há mais de dez anos, onde cursou culinária e hoje levanta a bandeira do cupuaçu e do brigadeiro. Além de ser um livro mata-saudades-do-quindim, ele é um ótimo presente pros estrangeiros que até hoje careciam de um livro de qualidade sobre a nossa culinária nas medidas e pitadas internacionais. Timtim, Letícia!

Tania Menai

Leticia no lançamento de seu livro

Leticia no lançamento de seu livro

Tags: cookbook
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