Quando tudo está quase perdido, a cidade o caos, a ambulância passando, nada como dar uma espiada na estátua do Gandhi, na Union Square, do lado West, acima da rua 14. Ela está lá desde 1986, representando o ativismo social que sempre existiu na praça. Talvez você já teve ter passado noventas vezes por ele, sem perceber. Basta caminhar no ritmo que ele caminhava, que você o notará.

O Mahatma Gandhi da Union Square
Quem não tem praia, caça com orla sem areia! Mas até que não dá pra reclamar. Temos o Pier I Café, no Riverside Park, na altura da rua 70 (entrada pela 72 ou 68). Você chega lá e milagrosamente não há garçom te empurrando comida ou, pior, te empurrando pra fora da mesa (coisa típica da cidade). Cada um pega a sua comida do bar (hamburgers, batata-frita, cerveja, sangria de vinho branco) e pode jogar conversa fora a tarde toda. Dá pra se sentir no Brasil (tudo bem, não tem batucada). Vista para o Rio Hudson e shows ao ar livre durante o verão. Delícia total.

Pier I Café: matando as saudades do Leblon
Uma das delícias dessa cidade é ver a preocupação que se tem com o aproveitamento de espaço - melhor que aqui, só Israel, que sofre do mesmo problema. Foi lindo ver uma ponte de trem desativada e abandonada se transformar no hit deste verão: o High Line. Construído em 1930, ele servia como trilho para trens de carga, que abasteciam o West Side, onde fica o Meatpacking Disctrict. Foi desativado em 1980 e caiu no abandono. Quem anda por lá hoje, não diz. Trata-se de uma passarela toda florida, com bancos para tomar sol, que se estende por 22 quateirões, começando na rua 34, "sobrevoando" as galerias do Chelsea e terminando na rua 12, a rua das baladas. Sobe lá!

The West Side High Line

Bruno, num táxi em Manhattan
Minha ansiedade era grande, confesso, para assistir Bruno, o novo filme de Sacha Baron Cohen. Principalmente, por ser um personagem que brinca com o abominável e superficial mundo da moda. Mas vários amigos disseram que o filme apela demais, e, por isso, perde a graça. Diz-se que a coisa é beeeem mais grotesca que Borat. Fazer rir é difícil - e Sacha me parecia bom nisso. Mas quem me arrancou gargalhadas, sem ter que apelar pra nada, foi Woody Allen no mais recente Whatever Works. É de chorar de rir. Mas Bruno...acho que vai ficar pro DVD. Uma pena.

Buzz Aldrin em Nova York
Foi incrível: hoje faz 40 anos que homens estiveram na Lua. Eu não era nascida - mas hoje, faz uma semana que estive com um deles. Buzz Aldrin, homenageado numa bela festa da Louis Vuitton (assista os videos neste link), feita no planetário do Museu de História Natural. Tirei esta foto dele assim que ele chegou ao evento. Tive a oportunidade de entrevistá-lo. Não sei se ele me disse nada de novo (afinal, quarenta anos falando a mesma coisa não deve ser emocionante), mas ele contou que ainda se impressiona com muita coisa, apesar de ter visto a Terra de longe, e a primeira coisa que quis comer ao voltar pra cá.^^~-_-foi sorvete. Não é pra menos. Pior que comida de foguete, só de avião.