A direfença entre uma nevezinha romântica e uma nevasca, ou "blizzard", é a seguinte: a segunda é acompanhada por vento de 56 quilômetros por hora e visibilidade de menos de 400 metros por três horas. Por isso, hoje temos aeroportos e escolas fechadas e apenas alguns malucos na rua. Alguns, veja você, de bicicleta. A coisa só não tá preta porque tá branca.
Imagem: Tania Menai

Neve em Nova York. Ou melhor, nevasca.
Uma dos aspectos mais fascinantes da cultura americana (nem tudo fascina, claro), é a maneira como as pessoas se envolvem desde cedo em causas sociais. Na semana passada, num frio de zero grau, na Columbus Avenue (de longe, a avenida mais charmosa daqui), deparei com crianças pra lá de bem nascidas vendendo cookies e limonada pra ajudar o Haiti. Claro que comprei, assim como vários passantes - e tava uma delícia. Ainda ganhei um botom que dizia q ajudei a causa. Gostaria de ver isso em Ipanema ou no Jardim Europa num sol de 40 graus: as crianças bem-nascidas na rua vendendo milho verde para ajuar os desabrigados de Angra. Será que ainda consigo ver isso nessa geração?
Imagem: Tania Menai

Da Columbus Avenue para o Haiti: ponte entre os extremos