Revista TPM

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Postado em 19.04.2010 | 13:04 | Tania Menai
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Sábado, show do Roberto Carlos, ingresso de imprensa, par com o fotógrafo Adriano. Já tínhamos entrevistado o Rei na quinta-feira e a idéia era apenas acompanhar o show. Mas, "pensei que era moleza mas foi pura ilusão assistir ao show sem gastar nenhum tostão": vinte minutos antes das oito horas (horário que o show estava previsto para começar) recebi o pirmeiro text message (das dezenas, dezenas, dezenas, que viriam mais tarde) dizendo que o a mãe do cantor, Lady Laura, havia falecido quase duas horas antes. Sem saber o que dizer, imaginei que o show não aconteceria. Esperamos a notícia ser confirmada (os editores me mantendo informada, os demais repórteres se comunicando via celular dentro do teatro), quando a cortina se abre e entra ele, cantando normalmente.

Não acreditei. Ou ele não sabia, ou estava dopado, ou era o cara mais profissional do planeta. O show continuava e, a essas alturas, eu não prestava mais atenção em nada. Quando ele disse: "ela estava me preocupando, mas deu uma melhorada e agora está bem melhor" e começou a canta Lady Laura, vi que ele não sabia de nada. Passei a informação para o Brasil e passei a me sentir culpada por estar lá, sabendo da morte da mãe dele, e ele não. O público, nem tinha noção, mas vários lanterninhas já sabiam.

Ao final do show, ele saiu do palco e, em vez do bis, o maestro entrou novamente com voz trêmula de quem está segurando o choro e disse:"a gente ia dar um bis para vocês, mas o Roberto Carlos acaba de saber que a mãezinha dele faleceu. Nos resta aplaudir o Roberto e a Lady Laura". Como canta o rei..."com palavras não sei dizer", o que senti naquela hora. Salve este maestro.

Imagem: Tania Menai

Roberto Carlos homenageado em Nova York: cem milhões de discos vendidos

Roberto Carlos homenageado em Nova York: cem milhões de discos vendidos

 

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Postado em 17.04.2010 | 14:04 | Tania Menai
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Enquanto a maioria (ou grande parte!) dos brasileiros que sairam na última sexta-feira foram ao show do Roberto Carlos, fiz diferente. Fui ao show - apresentação única - de um outro brasileiro: o barítono Paulo Szot. Ele estreiou no palco do Carnegie Hall, ao lado da orquestra New York Pop, da cantora de ópera Kelly O'Hara (com quem ele protagoniza o musical South Pacific) e o tenor Michael Slattery. Que trio! Que show lindo! Um dos pontos altos ainda foi a inesperada entrada de Richard Dreyffus no palco para premiar cinco professores de música de diferentes partes EUA - ganharam um troféu e cheques de 10 mil dólares. Belo exemplo que poderia ser seguido pelo Brasil, não?

Simpático, talentoso, cultíssimo, humilde (como toda pessoa de berço), e, como disse uma vez o New York Times, "seriamente charmoso", Paulo tem uma legião de fãs aqui em Nova York. Há um mês, ele lotou o Metropolitan Opera protagonizando a ópera russa "O Nariz" e sua agenda deste ano está pra lá de lotada. Pode-se dizer aqui também: "são tantas emoções!"

 

Imagem: Tania Menai

Paulo Szot, no Carnegie Hall

Paulo Szot, no Carnegie Hall

 

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Postado em 14.04.2010 | 10:04 | Tania Menai
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Quando alguém de visita descobre que moro em Nova York por tantos anos, é esperado que venha a pergunta de sempre:"você tem dicas?" Claro que sim. Mas há um problema grave que já cansou: fico horas listando os lugares diferentes, como o Tenement Museum, coisas fora da rota turísticas, programas de locais quando, de repente, a pessoa me interrompe e pergunta: "mas vale a pena ir no outlet? Onde compra Ralph Lauren com desconto?" Quando o papo começa a cair pra esse lado, esqueça: o cidadão ou cidadã pertence ao grupo dos que vem pra cá para fazer o que os outros milhares já fizeram: compras e visitar lugares caros, turísticos, obedecendo a lista do amigo que veio pra cá com a mesma mentalidade (e que não necessariamente são bons, porque aqui também há roubadas). E é aí que eu paro de gastar a minha saliva.

Quer fazer compras em outlet? Não pague um hotel em Nova York. Vá pra Miami, Orlando, sei lá eu. Assuma que seu lance é comprar! Não há nada errado em comprar, mas só isso? Quer realmente dica de locais? Então escute pessoas que moram aqui (ou qualquer cidade que você visitar): os brasileiros em geral (sim, a maioria) chegam com uma lista pronta de "lugares onde brasileiros vão", que inclui os restaurantes Baltazar, Pastisse, além da Macy's, Bloomingdale's. Bem, há vida além desses lugares (que nem são tão fantásticos assim). Mas se esses brasileiros não forem no lugar onde o "amigo recomendou", pra dizer que foram, não adianta. Este tipo de turista não está aberto ao novo, e não sou eu, nem a Time Out Magazine que vai mudar essa mentalidade. Sequer estudam o mapa da cidade, não sabem o que é um Metrocard, e repetem a frase "ah, já conheço o Metropolitan Museum, fiquei uma hora lá." Piada?

Por outro lado, tenho amigos como o Rafael, que chegam aqui com ingressos incríveis comprados, descobre restaurantes novos, fazem uma pesquisa minuciosa e depois me passam...e eu sigo! Fiz tudo o que ele me recomendou, mas não vou falar o que é, porque como prometi, não dou mais dicas! Estou em greve.

ps - se eu perguntar a algum turista brasileiro do perfil citado acima onde fica essa fonte de água aqui em Manhattan, poucos saberiam responder.

Imagem: Tania Menai

Um dos lugares mais lindos de Manhattan. Onde será?

Um dos lugares mais lindos de Manhattan. Onde será?

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