Para aqueles que gostam de desvendar os segredinhos de Nova York (em vez de comer no Balthazar e achar o máximo), procurem a Gisela Gueiros e a Ana Strumpf. Elas promovem tours por temas (artes, gastronomia, crianças, entre outros) e bairros; te levam em galerias escondidas, lojinhas charmosérrimas, restaurantes históricos. Ontem o passeio foi por Williamsburg, incluindoi uma fábrica de chocolate artesanal com direito a explicação passo-a-passo pelo chef supervisor (na foto, de branco). A dupla sabe do que fala: Gisela é formada em História da Arte e Ana é designer de interiores. Preço: 150 dólares a hora para um grupo de até 4 pessoas. $ 200 a hora para um grupo de 5 a 8 pessoas. (giselagueiros@gmail.com e anastrumpf@gmail.com).
Tania Menai

Degustação de chocolate em Williamsburg
O Rio de Janeiro acaba de ganhar mais um guia e, desta vez, altamente comemorado. Na terça passada tudo estava lindo: casa lotada na livraria da Phaidon, no SoHo, que publica os mini-guias da Wallpaper* City Guides; a fila da caipirinha (Leblon) estava mais longa que fila de banheiro feminino, o que confirma a autenticidade da festa. O guia foi editado por Scott Mitchem, por sua vez, casado com uma brasileira e traz hotéis badalados e lugares fofos como a Livraria da Travessa e o café do Parque Lage. Por 9.95 dólares, ele é todo seu.
Tania Menai

Scott, o autor do guia: o melhor do Rio dentro do seu bolso.
Norman Rockwell foi o mais amado ilustrador americano. Pra quem não o conhece, basta dar uma visitadinha no Brooklyn Museum e ver a bela exposição que mostra o making-of de seu trabalho. Rockwell (1894-1978) retratou como ninguém a vida suburbana dos Estados Unidos: a babá, o marinheiro, o sorveteiro. Ele deixou mais de 4 mil imagens entre telas, 800 capas de revistas e campanhas publicitárias para mais de 150 marcas. De quebra, uma volta pelo museu é um programão, principalmente as obras de artistas americanos no quinto andar - que inclui um Vik Muniz.
Tania menai

Anúncio da exposição de Normal Rockwell: grande ilustrador, num grande museu
Se você tem uma única razão pra visitar o Brooklyn, aqui está: o Brooklyn Academy of Music, uma casa de espetáculos e sala de cinema sem paralelos. Lindo por fora e por dentro, a programação inclui peças excelentes, música de primeira e filmes independentes e estrangeiro (Thank God!). É aqui que o Grupo Corpo se apresente, sem falar que até Daniela Mercury já pisou neste palco. O restaurante no último andar também vale a visita. Por sinal, a faixada do BAM, que foi fundando em 1861, foi reformada há oito anos; durante a época das obras, o BAM foi revestido por "um bolo cheio de confetes", intitulado "CandyBAM", feito por ninguém menos que Vik Muniz, um orgulhoso morador do bairro. Está dada a dica.
Tania Menai

BAM: uma pérola no Brooklyn
Enquanto a maioria (ou grande parte!) dos brasileiros que sairam na última sexta-feira foram ao show do Roberto Carlos, fiz diferente. Fui ao show - apresentação única - de um outro brasileiro: o barítono Paulo Szot. Ele estreiou no palco do Carnegie Hall, ao lado da orquestra New York Pop, da cantora de ópera Kelly O'Hara (com quem ele protagoniza o musical South Pacific) e o tenor Michael Slattery. Que trio! Que show lindo! Um dos pontos altos ainda foi a inesperada entrada de Richard Dreyffus no palco para premiar cinco professores de música de diferentes partes EUA - ganharam um troféu e cheques de 10 mil dólares. Belo exemplo que poderia ser seguido pelo Brasil, não?
Simpático, talentoso, cultíssimo, humilde (como toda pessoa de berço), e, como disse uma vez o New York Times, "seriamente charmoso", Paulo tem uma legião de fãs aqui em Nova York. Há um mês, ele lotou o Metropolitan Opera protagonizando a ópera russa "O Nariz" e sua agenda deste ano está pra lá de lotada. Pode-se dizer aqui também: "são tantas emoções!"
Imagem: Tania Menai

Paulo Szot, no Carnegie Hall