Revista TPM

 
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Postado em 01.09.2010 | 15:09 | Elka Andrello
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A Primera Parada Gay do Nepal aconteceu em Kathmandu. Gays, lésbicas, transexuais e simpatizantes, fizeram a festa na avenida, liderados por um "elefante alegórico" carregando uma bandeira nas cores do arco-íris. Já fui em muita Parada Gay em São Paulo, mas confesso que fiquei de quaixo caído! Não pela quantidade de pessoas ou qualidade dos djs nos carros alegóricos, e nem por conta do elefante gigante todo enfeitado. Mas só em pensar que beijar na boca é tabu aqui no Nepal, mesmo marido e mulher não trocam carinho em público, ver as bis montadas de saris coloridos e roupas que representam todas as castas das mulheres nepalêsas, e os tiozinhos acompanhando a massa curtindo a festa, foi de arrepiar. Não teve bebedeira, briga, intervenção da polícia, roubo, só respeito e alegria! ARRASA!!!!

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Postado em 26.08.2010 | 10:08 | Elka Andrello
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equipe de sherpas e lixo coletado

Equipe de sherpas e lixo coletado

 

Um dia desses fui tomar café com uns sherpas tudo de bom, olha só que legal o trabalho que eles fazem aqui no Nepal!

 

Duas expedições nepalesas tiveram uma iniciativa inédita: recolher o lixo deixado no Evereste. A montanha mais alta do mundo foi aberta para expedições em 1952, segundo o governo do Nepal, 5.070 pessoas já escalaram a montanha no lado nepalês, e desde então restos de tendas, cordas, galões de oxigênio, latas de coca-cola e até corpos (mais de 300 pessoas morreram na montanha), se acumulam da base até o topo. Com o aquecimento global a neve está derretendo e mais corpos e lixo  aparecem.  Escaladores sherpas recordistas em número de vezes a chegar ao summit (topo) como o recordista mundial Apa Sherpa, 20 vezes no topo do mundo, e Dorji Sherpa, 15 vezes summiter, perturbados com a quantidade crescente de lixo encontrado, criaram expedições pioneiras para limpar a montanha e chamar atenção para o aquecimento global.

 

 

OUR EXTREME EVEREST EXPEDITION 2010

Essa expedição foi formada por 31 sherpas, entre eles 20 montanhistas e 11 carregadores. No total 6 membros da equipe chegaram ao summit há 8.848m, onde onde ficaram 30 minutos coletando lixo, e 20 membros na zona da morte, parte da montanha que fica acima de 8.000 m.  Na zona da morte mal dá para se mover por causa da altitude e do ar rarefeito, imagine o esforço que é coletar e carregar 2 corpos e 1.800 kg de lixo. Os corpos resgatos são de um ecalador russo que morreu esse ano, segundo eles “um gigante”, precisou de 6 sherpas para carregá-lo, e o outro  de um suíço morto em 2008. Os corpos foram trazidos até o acampamento na base do Evereste e transportados de helicóptero para Kathmandu. A expedição foi um sucesso, com os dados coletados e a quantidade de lixo trazida, eles conquistaram o respeito do governo nepalês e agora trabalham em conjunto para criar leis de proteção ao Evereste e à cordilheira do Himalaia.

 

ECO EVEREST EXPEDITION

Essa foi a 3.a  edição da ECO EVEREST EXPEDITION. Em 2008 eles coletaram 965 kg de lixo na base do Evereste, sendo 75 kg de restos humanos (fezes). Em 2009 trouxeram 6.000 kg de lixo e a carcaça de um helicóptero de 700 kg que caiu em 1973, há 5.486 m de altura.  Desde 2008 até hoje eles recolheram 12.000 kg de lixo e 300 kg de restos humanos. Apa Sherpa, integrante da equipe, bateu o seu próprio recorde mundial ao chegar no topo do Evereste pela 20.a vez em maio de 2010, durante a expedição. Para mostrar que é possível escalar a montanha sem destruir e poluir, eles usaram fontes alternativas de energia como um sistema solar parabólico para cozinhar e SteriPENS para purificar a água.

 

 

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Postado em 12.08.2010 | 02:08 | Elka Andrello
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A vida em Kathamdu é bem mais agitada do que em Dharamsala, na Índia, sede do governo do Tibete no exílio e residência do Dalai Lama, lugar onde morei durante 1 ano.

Kathmandu é a capital do Nepal. Pra quem veio de São Paulo como eu,  VJ da hypada noite paulistana, depois morou 4 anos em um monastério budista e 1 ano na Índia, no meio hindus, sikis, tibetanos e muiiiitas  vacas, esta é uma cidade mágica, uma mistura de templos hindus e budistas seculares e … FESTA. Uma noite dessas, tomando uns drinks com amigos no Reggae Bar, a Torre do Dr. Zero daqui, e curtindo uma banda local tocando clássicos do rocky, uma mulher com um xador, veste feminina que cobre o corpo todo com a exceção do rosto, sobe ao palco, pega o microfone e com uma voz linda canta músicas em hindi, que mais parecem lamentos, comovente. Meus amigos nepaleses me contam que ela era a modelo mais famosa do Nepal, e um belo dia alguém bem malvado postou uma sex tape da moça na internet. Para uma sociedade careta e machista como a nepalesa foi um mega escândalo, a coitada ficou marcada e com o filme queimado para sempre. Até que ela conheceu um homem muçulmano, casou, se converteu ao islamismo, passou a usar um xador,  a encarar as pessoas nos olhos novamente e o mais incrível: a subir nos palcos e cantar. Pela sua atitude no palco, ficou evidente que ela se sente livre dos “pecados” do passado e é uma mulher respeitável de novo. Os meus amigos nepaleses também parecem terem perdoado a “pecadora da sex tape”.

O efeito da cerveja e da música em hindi, mais a visão daquela mulher cantando com um xador, me fez pensar quantas vezes nós nos colocamos burkas imaginárias. Eu me considero uma mulher livre, emancipada, e pelo feedback das pessoas, essa é a imagem que eu transmito por aí. E mesmo com tanta modernidade, eu “confessei” para mim mesma quantas vezes eu já vesti uma burka imaginária. Algumas colocadas por outros, mas na maioria das vezes colocada por mim mesma. Eu que saí das festas para um monastério budista, hoje vejo a beleza do caminho do meio. E quem nunca vestiu uma burka imaginária que atire a primeira pedra!


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Postado em 09.08.2010 | 02:08 | Elka Andrello
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Tatuagem não é moda no Nepal. Por aqui, apenas a minoria das pessoas tem tatu, no geral pequenas e na minha opinião não muito bonitas. Um dos artistas mais talentosos daqui, o Mohan, e outros estúdios de tauagem locais, organizaram a Primeira Convenção de Tatuagem do Nepal, que aconteceu nesse sábado com a participação de 31 estúdios. Eu fui lá conferir.

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Postado em 03.08.2010 | 02:08 | Elka Andrello
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Ani Choying Droma

Ani Choying Drolma

 

Você consegue imaginar uma cantora monja budista com uma voz absurda, com a Tina Turner na platéia e se apresentando num festival com a Tracy Chapman? Essa é a Ani Choying Drolma, minha “vizinha” em boudha, em Kathmandu. A monja pop star empresta sua linda voz para bancar seu monastério e projetos sociais sob críticas dos budistas conservadores que acham que lugar de monja é sentada rezando e não arrasando nos palcos do mundo todo e sustentando dezenas de mulheres vitimas de violência doméstica e extrema pobreza, que encontram na vida monástica uma oportunidade de estudar, viver com dignidade e se livrar de marido uó.

Quando eu soube que a Ani-la (la é um jeito carinhoso que os tibetanos usam para chamar alguém querido) vai cantar no Brasil pela primeira vez, corri para pedir uma entrevista. Super ocupada, recém chegada de Moscou e decolando para Índia e Brasil, ela me recebeu na sua casa mega gripada. Eu estava num dia de mega-mal-humor-sei-lá-por-que e saí do encontro leve como uma pluma, abastecida de girl power!

Ani Choying decidiu ser monja aos 10 anos de idade. Assim novinha, filha de um pai tibetano beberrão que espancava ela e a mãe, questionou os por quês da vida e se mandou para um monastério para estudar com o grande mestre budista Tulku Urgyen Rinpoche, que se tornou seu guru e mudou sua vida para sempre. Rinpoche tinha um estilo diferente e bem bacana de ensinar, ele orientava seus alunos a conhecerem suas qualidades e defeitos, se ver sem máscaras, e assim se aceitarem e serem capazes de ser “do bem” para si mesmos e para os outros. Ani-la se tornou “unze”, a pessoa que canta os mantras nas práticas budistas, e um belo dia um músico chamado Steve Tibbetts Chö, que visitava o monastério, ouviu a monja cantando e a convidou para gravar um cd, o primeiro de vários. Rinpoche deu total apoio e ofereceu uma transmissão oral para ela dos mantras sagrados escritos desde a época do Buda. Transmissão oral é uma tradição budista na qual um mestre qualificado transmite as bençãos de um texto sagrado, é uma prática que existe de professor para aluno há séculos. E é isso que torna as músicas da Ani Choying tão especiais, ela entoa os mantras carregados com bençãos dos budas de séculos atrás. Hoje ela conta com 9 cds lançados e paticipações em compilações como a do “Buddha Bar”.

Eu fiquei bem impressionada com a atitude moderna da monja. É difícil encontrar alguém que vem da vida monástica com idéias tão avançadas. Para começar, ela não chama a sua instituição de monastério, mas de escola para monjas, um lugar onde as meninas recebem uma excelente educação acadêmica, aprendem a falar inglês, usar o computador e internet, a trabalhar como agentes de turismo, assessoras de imprensa, aprendem pintura, dança e música. Seu mais recente projeto foi comprar dois horários por semana na TV aberta nepalesa, onde que ela quer produzir um programa com uma pegada meio MTV e me convidou para fazer parte da equipe de criação. Seu argumento é simples e óbvio: os tempos mudaram e uma monja comprometida a ajudar as pessoas precisa se atualizar. E para completar, a monja moderna adora sapatos!Alguém aí ainda acha que lugar de monja é só sentada rezando?

 

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Ani Choying com as monjas da Arya Tara School

Ani Choying com as monjas da Arya Tara School

 

 

Quer conhecer a Ani Choying?

Ela apresenta o espetáculo “Mantras e outros sons” em Belo Horizonte no Festival FITBH

Sábado, 14 de agosto, às 17 horas, na Casa do Baile (Avenida Otacílio Negrão de Lima, 751, Pampulha). Domingo, 15 de agosto, às 16 horas, no Parque das Mangabeiras (Rua Caraça, 900 – Serra).

Tel. informações para o público: 3277-4366

www.fitbh.com.br/blog 

 

Quer conhecer melhor os projetos da Ani Choying e comprar cds on line?

http://www.choying.com/

 

Facebook

http://www.facebook.com/pages/Ani-Choying-Dolma/110765545093?ref=ts

 

Biografia

"A minha voz pela liberdade", Any Choying Drolma

 

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Postado em 19.07.2010 | 16:07 | Elka Andrello
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Procurar um lugar para morar é sempre exaustivo. Imagine achar um ap para morar num lugar onde você mal consegue se comunicar com as pessoas com uma pequerrucha de 4 anos a tiracolo! Para deixar a tarefa ainda mais agradável, procurar uma casa em Kathmandu no Nepal, onde a coleta de lixo é precária, as ruas não tem nomes, são mais ou menos asfaltadas, sem calçada, as motos circulam em trilhas apertadas junto com  pessoas e vacas, e todo mundo gospe muito e assoa o nariz no chão. Drama!! No meio desse caos, eu consegui achar uma guesthouse que a minha amiga Ju indicou. Uma fofura, com jardim, visinhos gringos estudantes de shedras que ouvem jazz e tomam vinho, e vista para o Shechen Monastery, monastério fundado pelo super mestre budista Dilgo Khyentse Rinpoche. E o mais legal, a guesthouse pertence a ONG Rokpa e todo o dinheiro arrecadado vai para um orfanato em Kathmandu. Tem um gostinho especial pagar um aluguel que vai para ex- crianças de rua.

 

 

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Lea Wyler com Bidur, a primeira criança Rokpa

 

 

rokpa 03

O primeiro grupo de crianças do orfanato Rokpa

 

 A Rokpa foi fundada há 25 anos pelo lama e médico de medicina tibetana Dr. Akong Tulku Rinpoche, e pela suíça Lea Wyler. Dr. Akong Rinpoche é um dos muitos refugiados do Tibete durante a horrível e violenta invasão chinesa em 1959. A fuga dele foi trágica, começou com um grupo de 300 tibetanos que após passarem por terríveis dificuldades terminou na Índia com apenas 13 sobreviventes!!! Rinpoche fez o voto de ajudar pessoas que vivem em condições de dificuldades extremas como: fome, doença, medo e angústia mental. Junto ao polêmico Chögyam Trungpa Rinpoche, famoso por ser apreciador de bebidas e mulheres e lógico um grande mestre budista, criou a primeira escola de budismo tibetano do ocidente, na Escócia em 1967. Entre seus vários projetos sociais, Dr. Akong Rinpoche criou um método de psicoterapia, a Tara Rokpa Therapy, baseado nos ensinamentos budistas com foco nas dificuldades psicológicas dos ocidentais, cá para nós, beeem diferentes dos dramas orientais. E eu hoje sou visinha do Dr. Akong Rinpoche, onde estou sentada escrevendo esse texto, fica a porta de comunicação para a casa dele que não tem tranca.

 

 

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Dr. Akong Rinpoche

 

A Lea Wyler também tem uma história bem bacana. Ela é filha do Felix Salton, o autor do Bambi, nasceu em Zurique onde foi uma atriz bem famosa. Largou os palcos para cuidar da mãe doente terminal, entrou em crise e veio para a Índia e Nepal onde fez uma peregrinação com o Dr. Akong Rinpoche. Daí surgiu a ONG Rokpa que luta contra a fome e pobreza das crianças. Ela é conhecida por aqui como “Mummy Lea”. Junto com o Rinpoche, está envolvida em mais de 120 projetos na Ásia, Europa e Africa. O que eu acho bem legal da proposta da Rokpa é que eles escolheram ajudar menos pessoas mas são comprometidos em ajudar a longo prazo, durante todo o desenvolvimento da criança até virar um adulto capaz de se cuidar sozinho e com a consciência de ajudar os outros. Como bem disse o Rinpoche: “A Rokpa tem uma ação neutra, tentamos ser éticos e dar ouvidos às pessoas, é mais eficiente deixar as pessoas nos dizerem o que elas precisam. Juntos nós podemos fazer o nosso melhor para reduzir o sofrimento. É assim que damos às nossas vidas um significado mais profundo.”

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“Mummy Lea” com Madre Teresa

 Essas são algumas histórias contadas pelas crianças Rokpa. Eu que tenho uma filha de 4 anos, acho incrível ver como seres tão pequenininhos e indefesos conseguem sobreviver a tantas dificuldades.

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rokpa smaila2

Smaila ao chegar na Rokpa e hoje aos 16 anos

 

“Eu não tinha nada para vestir, apenas uma camiseta enorme que eu achei na rua. Eu vivia com fome, raramente achava algo para comer. Sempre dormia na rua com a barriga roncando. Para me aquecer, eu abraçava um cachorro de rua, os únicos com os quais eu podia dividir meus sentimentos. Aí eu vim para a Rokpa. Eu amei, ainda amo e sempre vou amar esse lugar. A Rokpa mudou a minha vida.”

 

rokapa naresh

 

rokapa naresh2

Naresh ao chegar na Rokpa e hoje aos 15 anos

 

“Quando eu era muito pequeno, machuquei minha mão na máquina de cortar cana e perdi três dedos. Por causa disso meus pais passaram a me rejeitar. Meu pai não tinha dinheiro para me colocar na escola. Eu cuidava do rebanho de animais todos os dias. Nossa vida era muito difícil. Eu sempre apanhava, por isso fugi. Depois de morar vários meses nas ruas eu fui aceito na Rokpa. Desde então meus dias são amigáveis e eu sou capaz de olhar as pessoas nos olhos.”

rokpa kedar

 

rokpa kedar2

Kedar ao chegar na Rokpa e hoje aos 12 anos

 

“Meus pais eram muito pobres. Um dia meu pai estava muito doente mas foi trabalhar mesmo assim. De repente a gente ouviu um monte de barulho na plantação. Minha mãe e eu corremos até lá e vimos meu pai caído no chão com os olhos fechados. Meu rosto estava encharcadado de lágrimas ao ver meu amado pai morto. Depois disso a vida ficou ainda mais difícil, nós não tínhamos nada para comer. Minha avó e eu viemos para Kathmandu com esperança de achar comida e abrigo. Nós éramos pedintes. Graças a minha avó eu fui aceito na Rokpa. Hoje eu tenho 40 irmãos e irmãs.”

As pessoas me perguntam como a Graziela, que tem só 4 aninhos, reage a todas essas informações. Ela reage do jeito mais bonito de todos, com compaixão. E eu dou ainda mais valor a vida e a filha que eu tenho.

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Início da construção do orfanato em Kathmandu

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Orfanato em Kathmandu que fica ao lado da guesthouse onde eu moro

 

 

 

 

 

 

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Postado em 13.07.2010 | 15:07 | Jaqueline Amaral
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Por Elka Andrello

Essa foi a primeira vez que eu vi um ritual de cremação hindu de perto. O cheiro da carne humana sendo queimada entra no nariz e entorpece os sentidos bem antes de chegar na margem do rio onde os mortos são queimados. A visão de corpos em chamas só aumenta a bpm dos sentidos, e depois tudo se dissolve. E eu acho que saí diferente de lá.

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Postado em 24.06.2010 | 04:06 | Elka Andrello
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A música é ótima!

E vale cantar para o gato com "más" intenções! ;D

Pois bem, para uma goleada do Brasil !!!

"Subida ao Céu"
(Brigitte Fontaine / versão: Regina Guimarães)


Quero ser amada só por mim
E não por andar enfeitada
Ser adorada mesmo assim:
Careca, nua e descarnada

Engano d'alma ledo e cego
Oh, linda Inês posta em sossego
Imortal
Diz adeus

Com perfumes a presa é fácil
Com jóias e casacos de peles
Gosto do amor quando é difícil
E cheira ao meu hálido reles

Quero ser amada a flor da pele
Não quero peles de vison
Amada pelo sabor a mel
E não pela cor do batom

Engano d'alma ledo e cego
Oh, linda Inês posta em sossego
Imortal
Diz adeus

Com cabeleira a presa é fácil
Há que sem esconda atrás dos pêlos
Gosto do amor quando é difícil
De ser amada sem cabelos

Quero que me beijem a caveira
E o meu ossinho parietal
Que se afoguem na banheira
Pelo meu belo occipital

Engano d'alma ledo e cego
Oh, linda Inês posta em sossego
Imortal
Diz adeus

Com carne viva a presa é fácil
É ordinário e obsoleto
Gosto do amor quando é difícil
Quando me aquecem o esqueleto

Quero ser amada pela morte
Nos meus ossos de luar
Quero que os cães da minha corte
Passem as noites a ladrar

Engano d'alma ledo e cego
Oh, linda Inês posta em sossego
Imortal
Diz adeus
Sobe aos Céus
Imortal

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Postado em 15.06.2010 | 07:06 | Elka Andrello
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elka andrello

borboleta

Graziela brincando no "jardinho" de casa na sua festinha de aniversário em Kathmandu, no Nepal.

E como bem diz o Dalai Lama:

"Peace of mind or calm state of mind is rooted in affection.

There is a very hight level of sensitivity and feeling there."

 

 

Você nasceu durante a copa do mundo em 2006, numa noite de lua cheia no mesmo mesmo dia e hora e posição que o Buda se iluminou, a da parinirvana (o que me rendeu um forceps no parto). E a vida nunca mais foi a mesma, as cores mais vivas, as risadas mais altas e as lágrimas mais grossas. Aprendi a cozinhar e a entender melhor o sabor da vida. Nunca mais dormi direito ou fiz uma refeição sem levantar umas 3 vezes para te ajudar. Eu que sempre morri de medo de cachorro, hoje te pego no colo e enfrento qualquer bicho, até tomei uma mordida na semana passada quando estava preocupada te procurando, e hipnotizada seguindo o som da sua vozinha, passei perto de um cachorro bravo e nem senti a mordida. É uma delícia morar com você aqui na Ásia, te ensinar acender lamparinas e oferecer para nossa família, amigos, para os bichinhos. Te ensinar a ser a princesa cor de rosa que respeita os mais velhos, não pisa em formiga, trata bem as pessoas e fecha os olhinhos quando vê alguém sofrendo e deseja que a pessoa seja feliz ... agora a gente precisa treinar mais terminar de mastigar antes de dar outra colherada, RSRS. É lua nova e você já tem 4 aninhos!! E eu te amo 4 vezes mais!!!! Parabéns meu amorzinho, que você continue sempre com muita saúde, sorrindo e perto de mim :) E que o Brasil ganhe essa copa do mundo, hahahaha

Te amo meu anjinho <3

 

 

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Postado em 13.05.2010 | 13:05 | Elka Andrello
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Corrupção, pobreza, violência e manipulação política. O Nepal é um país incrível e os nepaleses muito gentis, mas a situação política não é das melhoras, uma pena! Vira e mexe os partido de oposição formado pelos maoístas promove os famosos strikes. Eles descem em bandos dos vilarejos e das montanhas para a capital Kathmandu e paralizam a cidade. Fiz esse videocast 5 horas antes do último strike, que aconteceu de 1 a 7 de maio, acabar.

 

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