Já faz 6 meses que eu e a Graziela moramos em Himachal Pradesh, estado bem pobre que fica na zona rural da Índia, na fronteira com o Tibete, aos pés do Himalaia. O nosso visto de turista acabou e precisamos sair do país para renovar o visto para mais 6 meses. Escolhi viajar para a Tailândia, que fica há 5 horas de avião e é um lugar que sempre quis conhecer. Depois de viver meses na bagunça e pobreza, parece que mudamos de planeta na organizada e limpa Tailândia. Saímos de um lugar onde só tem vacas para andar de Skytrain e aproveitar o lado mais moderno de Bangkok. Sawasdee!

O super moderno skytrain.
Adoro usar o transporte público, é um ótimo jeito de conhecer como as pessoas se comportam,
se vestem, namoram e brigam. É bem mais barato e divertido do que andar de taxi.

O primeiro passeio de skytrain a gente nunca esquece.

Entrada do centro de cultura e arte de bangkok, que fica em uma das estações do skytrain.

Graziela homenageia o rei do pop dançando o moonwalk na entrada da galeria.

o elefante é a vaca da Tailândia.

No primeiro andar da galeria ficam várias lojas com exposições
e trabalhos de artistas com preços super acessíveis.

Grafite tailandês.
É bem difícil um grafite impressionar uma paulistana como eu,
super fã dos ótimos artistas brasileiros.

Os modernos de Bangkok.

Prints à venda por B1000 (aproximadamente R$50).

Tailandês blackpower. Certo mano!

Dragão interativo.

A Tailândia é um país childrem friendly até na galeria de arte. Tudo de bom!

Vista do 9˚ e último andar da galeria

Modelo old school masculino

Modelo old school feminino

Modelo old school de demônio!
O modelo moderno de demônio fica por conta da sua imaginação.

Instalação feita com fotos e espelhos

Todas as fotos da instalação são PB e antigas.

Jogo de espelhos

Escultura gigante na entrada da galeria.

Vista da galeria da estação do skytrain.

E o dia acaba em pizza.
Não sei se acontece o mesmo com as outras mulheres, mas se eu não presto atenção, a mãe da Graziela põe a Elka para correr. E olha que as duas moram no mesmo corpo, o meu! Deixa eu explicar:

Me myself and I
1 -) Não é photoshop e nem um surto, apenas mais uma mãe.
2 -) A mãe da Graziela adora a filha, muito! Mora no mato, vive com a filhota longe do barulho e da poluição. Tem poucas amigas por perto, não namora faz tempo, compra comidas orgânicas e sai pouco de casa. Ouve Billie Holliday bem baixinho e imita as coreografias do Michael Jackson junto com a filha, que tá quase aprendendo a fazer o moonwalk.
3-) Às vezes dá briga. Uma quer fazer uma coisa e a outra não deixa. Um saco! E o pior é que não dá para virar as costas e ir embora.
4 -) A Elka adora os amigos, muito! Adora sair para dançar, fazer vídeos, ir no festival de cinema, ficar acordada de madrugada em alguma festa ou em casa no computador. Fala pelos cotovelos, é namoradeira, festeira profissional e viciada no bolinho de arroz e blood mary do Ritz, o melhor do mundo. Ouve De La Soul bem alto.

Me myself and I
Bom, a gente foi obrigada a entrar num acordo. Tudo bem que ter um filho é tudo de bom, o maior amor do mundo. E todo mundo concorda que criança precisa de atenção, dedicação e amor. Mas aí caiu a ficha que criança aprende através do exemplo, então ser um protótipo de mãe, um híbrido de Dona Chepa com espanador de pó, não rola. Mãe até pode se descabelar (na verdade, essa parte não dá para evitar), mas não precisa andar descabelada por aí assustando os vizinhos. E é muito legal mãe que tem amigas e sabe se divertir, assim a filha aprende a dar valor para as amizades desde cedo. E mãe que leva na escola, trabalha, e no fim do dia assiste o dvd do “Charlie e Lola” pela 1783 vez com a filha enquanto fala da vida. Não existe falar uma coisa para a criança e fazer outra. Então o melhor caminho é ser um bom exemplo, para começar sendo uma pessoa feliz!

Lavanderia aqui de casa