Imagem: Elka Andrello
Na entrada todas nós tivemos a testa pintada com um bindi vermelho e ganhamos um RAKHI,
uma pulseira de linha vermelha com uma flor,
que simboloza amizade.
Imagem: Elka Andrello
A Graziela no colinho da
minha queridíssima amiga Maya.
Imagem: Elka Andrello
Sem preconceitos.
As casadas também foram convidadas para a festa.
Imagem: Elka Andrello
Peça de teatro.
Eu não entendi nada, mas a mulherada adorou.
Imagem: Elka Andrello
Dr Kishwar Shirali, psicóloga e professora da universidade de Himachal Pradesh. Ela trabalha pela capacitação feminina desde 1971 e desde sua aposentadoria, em 1997, trabalha com pscoterapia e tratamentos alternativos com as moradoras da comunidade. E faz até chover se precisar!
Elka Andrello
Dramatização do dia-a-dia
das mulheres que ralam sem parar.
Elka Andrello
Eco-maquete.
Imagem: Elka Andrello
Menininho morrendo de tédio.
Elka Andrello
Clube da Lulu e o Bolinha.
Elka Andrello
Dra. Kusum passa o "chapéu" para arrecadar dinheiro para a construção de uma ponte.
A monja amiga dá um bom exemplo de generosidade.
Elka Andrello
Comilança!
Delícias típicas indianas!!!
Imagem: Elka Andrello
Tricotando.
As mulheres fazem tricô sem parar,
até andando pela rua elas tricotam bluzinhas de lã.
Elka Andrello
Fofuuuuuchaaaa!
Elka Andrello
Mulher do vilarejo se monta
com roupas típicas da região.
Elka Andrello
Apresentação de dança típica com música ao vivo.
Elka Andrello
Dra. Bárbara, médica austríaca criadora da ONG, deixou a seriedade de lado
e se jogou no palquinho improvisado.
Imagem: Elka Andrello
Amigas nepalesas e tibetanas
se arriscaram na dança indiana.
Elka Andrello
Sonia, amiga indiana que me convidou
para fotografar o evento.
Elka Andrello
As ocidentais estavam lindas de sari
e dançaram super bem.
Elka Andrello
New generation!
Quero só ver quando a geração dessas meninas
educadas com consciência do seu valor e direitos crescerem. Será que vai ter muita solteira
fazendo e acontecendo na área?
Imagine morar em um lugar onde na condição de mulher a sua única opção socialmente aceita é casar. Imagine que o casamento é arranjado pelo seu pai com um homem que você não conhece, não gosta, te trata como empregada e nunca faz um carinho em você. Para piorar, ele toma todas e te faz ter relações sexuais com ele. Imagine interromper seus estudos básicos e ir viver com esse brucutú, lavar, passar e procriar. Imagine viver sem amor! Essa é a realidade da maioria das mulheres indianas.
O drama de ser mulher começa na barriga. Aqui o fetocídio feminino é tão alarmante, que o governo da Índia proíbe o médico de revelar o sexo da criança quando faz um ultrasom. Quando eu fui fazer exames em uma clínica fiquei chocada com os cartazes criados pelo governo pendurados nas paredes, dizendo que revelar o sexo do bebê é crime. Conversei com o médico e ele disse que é possível saber o sexo clandestinamente por 5 mil rúpias (R$250) e fazer um aborto por 20 mil rúpias (R$1.000). E completou que ter filha mulher é motivo de depressão para a maioria das famílias.
Dia 8 de março foi o dia internacional da mulher, e umas amigas que trabalham pelos direitos das mulheres indianas na ONG Nishta, me convidarem para fotografar o evento do projeto das "single woman", que são as mulheres viúvas, mulheres abandondas, mães solteiras e lésbicas. Foi o dia da mulher mais sensacional que eu já tive!
O tema do encontro foi "Clean water is our life", começou depois do almoço e reuniu as mulheres não casadas, o que é um escandalo nessa região. As casadas, que não são nem um pouco bobas, baixaram por lá também com a criançada. Como idéia era deixar elas bem a vontade, muitas dessas mulheres escondem o rosto até mesmo dentro de casa para se proteger contra abusos dos sogros e cunhados, os homens ficaram de fora, os poucos que participaram são colaboradores da ONG. Rolou de tudo um pouco, peça de teatro, discursos, canto e muita dança. No final virou festa, todas subiram no palquinho improvisado e dançaram sem medo de ser feliz! Essas mulheres que até 20 anos atrás não aprendiam a ler e escrever, hoje tem expressão e respeito. Foi emocionante ver como organização e união podem transformar a vida de uma cidade.
A dra. Bárbara, criadora e presidente da ONG, tem planos de ir ao Brasil esse ano, e a Nishta precisa de médico voluntário para trabalhar aqui na clínica. Quem se interessar em conhecer a médica ou trabalhar como voluntária na Índia, pode me escrever e eu passo todos os contatos. Vem que tem!




















