Revista TPM

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Postado em 13.04.2012 | 15:04 | Marcela Ferri
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Residential boats

Residential boats

Um dos grandes dramas da vida londrina é o valor absurdo dos aluguéis.

Lembro que, quando decidi me mudar, fiz uma pesquisa gigantesca, tive 3 paradas cardíacas, achei a solução, mas dentre todas as opções que encontrei, a mais curiosa foi morar em um barco.

Ai você pergunta... UM BARCO???

Sim, um barco.

Confesso que desisti quando lembrei de um episódio em um barco de um amigo no Rio em que passei mal, mas enfim... Era uma "modalidade" que não conhecia e que acho das coisas mais incríveis que tem.

Além do rio principal, Londres é cheia de pequenos canais interligados ao Thames e, se você pegar um dia para andar por eles vai achar os tais barcos aos quais estou me referindo.

A maioria deles é residencial mas você também encontra um que é biblioteca, outro que é brechó e alguns que são cafés. Se tem uma coisa que vale a pena fazer é pegar um dia de Sol (aproveitando a chegada da primavera) e dar uma volta pelo canal e prestar atenção nos detalhes dessas casas flutuantes.

Uma das coisas que questionei quando descobri esses barcos foi sobre segurança e legislação (lembrem, sou de São Paulo, não tem como não ser paranóico com segurança...). Aí descobri que existem taxas e milhões de regrinhas a serem seguidas, coisas que você consegue achar no site do Directgov (que é um site do governo em que você acha informações sobre absolutamente tudo) e que também tem as Associações (porque, como aqueles acampamentos de trailers que passamos a infancia vendo nos filmes da Sessão da Tarde, é essencial que você faça parte de uma delas).

É muito legal ver como essas comunidades são organizadas e como essas pessoas se ajudam.

Outra coisa que vale lembrar é o inverno. Lembro que inverno passado, quando o canal estava congelado, que eu passava pelos barcos e pensava: MEU DEUS DO CÉU! Não existe o conforto do aquecimento que temos dentro de uma casa convencional, pelo que entendi eles têm aquecedores pequenos elétricos e alguns tem pequenas lareiras.

Se você não é daqueles frescos que passa mal em barco como eu, e tem um sonho secreto de infância em se tornar um capitão de navio, vale a pena pensar. ;) (e logo abaixo tem uma galeria de fotos que eu tirei de barcos residenciais pra você ter uma ideia do que estou falando)

ouvindo: MaDrid - Let Go Of Me

beijos

@marcelaferri

(In loving memory of Mr. Eugênio Ferri)

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Postado em 14.03.2012 | 17:03 | Marcela Ferri
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Desde nova gostei de antiguidades, já de brechós nunca fui muito fã. Talvez porque nunca tivesse encontrado nenhum que me chamasse a atenção, mas objetos antigos sempre gostei. Coisas que contam histórias. Acho incrível olhar para uma mesa de jantar, um piano, uma bolsa, um carrinho de bebê, qualquer coisa e pensar de quem era e por onde aquele objeto esteve...

Bem perto da Liverpool Street Station há um mercado que estruturalmente lembra muito o Mercadão Municipal lá em SP. É um lugar onde você acha lojas e restaurantes durante a semana e aos domingos tem uma feirinha no vão livre que lembra muito a feirinha da Benedito Calixto. Mas o dia que mais interessa, ao meu ver, são as quintas-feiras, que é quando no lugar dessa feira entra a de antiguidades.

A conhecida feira de antiguidades do "The Old Spitalfields Market" é um lugar que você acha de tudo, de uma presilha de cabelo à uma armadura medieval. Os donos das bancas sao super queridos e muito abertos a uma "negociada", ;)

Uma coisa que a Europa em geral tem é essa cultura de consumir antiguidades. Além de ser uma opção mais barata e original para a decoração da sua casa também pode ser uma lembrança alternativa aos tradicionais souvenirs ingleses.

Vale a pena, e MUITO!!

;)

beijos

@marcelaferri

ouvindo: Bon Iver - Holocene

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Postado em 12.02.2012 | 17:03 | Marcela Ferri
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Uma das coisas que acho que ainda não escrevi aqui é sobre a culinária britânica. Aí você para e pensa: "Verdade, eu nunca pensei no que seria um prato típico inglês!"

Bem, eu tenho estômago fraco, super fraco e de fraca a comida inglesa não tem nada. Do mesmo jeito que, no Brasil, somos acostumados ao famoso arroz, feijão bife e ovo ou batata frita (aí vai ao gosto do freguês), frutas e salada, muita salada, aqui a coisa é um pouco diferente.

Pra vocês terem uma noção o café da manhã inglês (conhecido como full english breakfast) consiste em feijão cozido, bacon, linguiça que pode ser de porco ou de boi, ovo frito, cogumelos fritos, pão torrado e black pudding (que consiste basicamente em cebola, gordura e sangue de porco).

Para nós que estamos acostumados a um pão na chapa, café e frutas esse café da manhã é um tanto quanto pesado... Mas tem um motivo para isso, antigamente os trabalhadores do campo precisavam de energia suficiente para um dia de trabalho pesado e também de ingredientes baratos e coisas que estivessem a mão. Pense que eles criavam porcos e galinhas em casa, batata é uma coisa que cresce fácil no quintal e também dá para encontrar barato em qualquer feira ou mercado de rua.

Bom, decidi fazer uma experiência. Conversei com um amigo que é fã desta iguaria cardíaca e combinamos de nos encontrar para o meu primeiro Full English.

Fomos em um lugar em Islington, que é um bairro fofo aqui de Londres e que coincidentemente fica na esquina da casa dele, chamado Sheperdess Cafe. Sabe aquele café que o Seinfield vai encontrar a Elaine e cia? É igual, me lembrou até um pouco dos USA na verdade.

 

 

Marcela Ferri

Shepardess Cafe

Sheperdess Cafe

 

 

Marcela Ferri

Cafe

Cafe

IMG_1281

 

 

 

Marcela Ferri

Cafe

Cafe

 

 

Mega simpático, segundo fontes confidenciais sempre rola uma filmagem por lá.

 

 

Marcela Ferri

Cafe

Cafe

 

 

Marcela Ferri

Cafe

Cafe

 

Bom, cheguei mais cedo, pedi um café e fiquei esperando meu host chegar. Dei uma olhada no cardápio que tinha dezenas de opções diferentes além do tradicional.

Confesso que estava um pouco aflita, aí vc pensa: "Aflita por uma refeição?????" Veja bem, meu estômago é fraco e fui vegetariana por 15 anos então encarar uma refeição dessas é uma prova de fogo como diria a Wanderléia.

Bom, amigo chegou, pedimos. Atendimento normal, o pedido veio errado, ao invés dos cogumelos trouxeram com batata frita, pedimos p/ trocar e pensamos " Vai voltar cuspido, mas é isso aí".

Chegou, e ele perguntou: "Mas você nunca comeu?". Eu: "Não, nem fish and chips nem comida de pub" (prometo fazer isso e escrever aqui mas preciso de um tempo, haha).

 

 

Marcela Ferri

Cafe

Cafe

Marcela Ferri

Cafe

Cafe

 

E esse era o meu:

 

 

Marcela Ferri

Full English Breakfast

Full English Breakfast

 

Uma torrada, um ovo frito, cogumelos, feijão (que é meio mistrado com molho de tomate) uma linguiça que não fiz questão de saber do que era e o bacon.

Olha, vou dizer, é bom. Bom mesmo, acho que é o prato ideal para quem está de ressaca (desculpem o péssimo conselho)!

E é uma experiência super válida acho que principalmente por ser uma coisa muito tradicional. Eles consideram um patrimônio inglês assim como o famoso chá das 5 (que ainda não fiz, vergonha eu sei mas quando eu fizer, se preparem).

Recomendo:

Sheperdess Cafe
221 City Road
London EC1V 1JN
Area: Islington
(perto de Old Street Station)

PS: aos vegetarianos, existe uma versão para vocês e é incrível ;)

beijos

@marcelaferri

ouvindo: Whitney Houston - It's no right but's ok :(

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Postado em 31.01.2012 | 06:01 | Marcela Ferri
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E foi-se janeiro...

Não sei se vocês tem a mesma sensação que eu de que o tempo passa rápido, aliás está passando mais rápido do que nunca.

Janeiro foi um mês cheio, cheio mesmo.

Joelho quebrado, dente quebrado, uma festa épica, algumas exibições, andadas por lugares que tinha esquecido, visitas relâmpago ( tive outra no fim de semana passado), decepções, amigos novos, saudades, falta de tempo, invasão de privacidade e perda de limites por terceiros, trabalho ( e muito) entre outros.

Esses dias estava conversando com uma amiga e pensei" Caramba jaja é fevereiro!!".

Pois é, é... enfim.

Fim de semana passado a Rafa passou por aqui. Trabalhamos juntas na Fischer quando eu ainda ficava no planejamento em 2008 se nao me engano, ela veio p/ fazer umas pesquisas para uns cursos e eu fiz o péssimo guia sem noção de direção por 2 dias.

No primeiro fomos na Tate ( corações saindo da cabeça mode:on), fazia tempo que não ia lá, tempo mesmo... antigamente quando estava menos busy ia toda semana. Passamos horas lá e depois trouxe ela p/ um passeio de local aqui por perto de casa.

No fim do dia fomos parar em uma loja que tb é um museuzinho chamada: Viktor Wind Little Shop of Horrors. É uma loja que comecializa pecas taxidermizadas, mas a disposição que eles deixam tudo dá realmente a impressão de um show de horror, é muito engraçado, adorei.

Ontem nos encontramos a tarde p/ ver a expo da Ligia Pape na Serpentine Gallery, Lígia Pape uma artista brasileira, concretista, nascida em 1927 já falecida que NUNCA eu disse NUNCA teve nenhuma exibição em seu próprio país, que coisa né?

A expo linda, linda mesmo, super símples e delicada, se vc não conhece o trabalho vale a pena dar uma pesquisada.

A Serpentine é outra galeria do coração, é pequenininha, fica no meio do Hyde Park e o curador é meu ídolo máximo superstar Hans Ulrich Obrist.

Uma locação que vale muito a pena independente de vc gostar de arte ou não.

 

:)

 

Enfim, foi-se janeiro e que venha fevereiro.

 

beijos

@marcelaferri

 

Ouvindo: The XX - Infinity

 

 

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Postado em 13.01.2012 | 06:01 | Marcela Ferri
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Feliz Ano Novo!!!

 

Pois é, estou atrasada, eu sei meu amor mas posso explicar... haha

Bom, não vou fazer um post de retrospectiva , acho que as comparações com o ano que passou farei meio que gradualmente, se as fizer.

Dezembro foi super corrido, super.

O trabalho com Slava e um ligamento de joelho machucado me mantiveram ocupada, Natal... Ano novo, um dente quebrado ( mas já consertei), muito trabalho novo, infelizmente sem tempo p/ os amigos e com bem pouquinho tempo p/ mim mesma.

Enfim, veio janeiro.

Eu, particularmente, amo começo de ano. Acredito mesmo que existe uma renovação de energias e que a sensação de recomeço não é só uma impressão.

Resolução de Ano Novo: nenhuma.

:)

 

Essa semana tive minha primeira visita do ano, um casal super querido, super mesmo, o Luigi e a Valérie.

O Luigi é diretor de filmes e a Valérie é fashion designer, ambos tem um trabalho lindo e super delicado, sabe tipo casal de super-heróis? São eles :)

Bom, eles acabaram de voltar de uma viagem que é um dos sonhos da minha vida, o Camboja.

Eles tinham que parar em Londres por algumas horas entnao nos encontramos para um almoço e uma surra do google maps + Soho para chegar em uma loja que deveria estar a 6 minutos do restaurante.

Eles me contaram muitas coisas, mostraram fotos, tudo compactado em um mini encontro de poucas horas.

Histórias de pessoas que perderam a família toda, assassinados simplesmente porque falavam mais de uma língua, entre outras atrocidades e que sobreviveram, e vivem.

E ai eu digo: e tem gente que tem ataques pq tem que ficar  na fila do iPhone 4S...

Foi o "Marcela Entrevista" da semana e a pergunta que fiz, e que a Val respondeu foi:

O que vcs estão levando do Camboja?

"Que tudo aquilo que você planta, você colhe... literalmente"

:)

Acho que não tem lição melhor, não?

beijos

Marcela Ferri

 

Ouvindo: Bon Iver - Perth

 

 

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