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A fantástica fábrica de cachos

O salão de beleza que não faz alisamento, e mesmo assim tem fila na porta
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13.03.2009 | Texto por Ariane Abdallah Colaborou Bruna Bopp Fotos Gilvan Barreto

Depois da triagem, a cliente vai para uma sala onde dividem seu cabelo em 14 par­tes (nem mais nem menos). Dali é en­cami­nha­­da para a aplicação do produto, em seguida para o la­vatório e por aí vai. Uma linha de produção. “Isso agiliza o atendimento”, ex­­­plica Leila, que administra a empresa, com MBA no currículo.

À esq., Márcia, chamada de Steve Wonder na escola; e Letícia, que prendeu a “juba” aos 9 anos e só soltou depois do Super-relaxante

À esq., Márcia, chamada de Steve Wonder na escola; e Letícia, que prendeu a “juba” aos 9 anos e

só soltou depois do Super-relaxante

A ideia da arquitetura veio da Disney­lândia. “Lá, a pessoa pega a fila, vai no brin­quedo e sai numa lojinha”, confirma a jor­nalis­ta Márcia, 31, cliente e analista de co­municação do salão. “Aqui, a pessoa en­tra na fila, faz o tratamento e, na saída, com­­pra xampus, condicio­nadores e cre­mes”, conclui. A repórter nota embalagens es­tam­pa­das com a personagem infantil Ziquinha, que ilustra também a ala das crian­ças: uma reprodução minimizada do salão, cheia de imagens da mas­cote. Há ain­da um espaço para homens.
O tratamento com o Super-relaxante custa cerca de R$ 100, e pa­ga-­se na entrada, como no McDonald’s. “Nun­ca vi uma cliente in­­sa­tisfeita”, garante Zica. Muitas mulheres con­taram à Tpm que chora­ram de emoção ao ver os cachos no es­pelho e que passa­ram a “ser alguém” de­pois do acolhimento que receberam ali. “Me sen­ti res­peitada”, de­clara Már­cia. “Na ado­les­cên­cia, eu andava na escola e os me­­­ninos cantavam ‘I just call to say I love you...’ por causa do Stevie Won­der, que ti­nha rastafári”, diverte-se ela, com o cabelo no queixo, cortado em camadas. Foi também ao conhecer o Be­leza Natural que Le­tí­cia tirou o elástico. “Aos 9 anos, uma professora me falou: ‘Prende essa juba!’”, diz. Existem até ca­ravanas de diversas ci­da­des para levar a mu­lhe­­ra­da ao salão de Zi­ca. A de Vol­­ta Re­donda não falha um mês, com direito a camiseta temática.

Os finais felizes explicam por que a cri­se eco­nô­mica não abalou o sa­lão. Se­gun­do Leila, a pers­pec­tiva de cres­­­ci­mento para 2009 é de 35%. Mas Zica ga­ran­te que não ficou mi­lio­­nária, pois conti­nua investindo na empresa. Em maio, de­ve ser inaugura­da uma filial no município ca­ri­oca de São Gonçalo, no fim do ano em Sal­­va­dor, Ba­hia, e, em 2010, na capi­tal pau­lista. “Mas com­prei uma casa para meus pais”, conta Zica.

Há dois anos, ela e os três sócios integram o conselho da em­presa, deixando a di­r­eção com outro profissional. Isso lhe dá liberdade para organizar seus dias. “Quan­do eu era do­méstica dei­xava meus fi­lhos so­zinhos”, lamenta. Agora, Je­fer­son, 32, Clau­dinéia, 27, e Jair Junior, 23, não dispensam a mãe para ajei­­tar os cachos herdados.

Há tanto interesse na empresa, que, se­­gundo Leila, quase todo dia ligam investidores animados com sua marca. “Mas por enquanto não vendemos”, diz ela.

Vinte e cinco anos depois de misturar os primeiros “pozinhos”, Zica está satisfei­ta com a mudança de rumo da sua his­tó­­ria – e de tantas outras, como na conti­nua­­­ção daquela mesma música do Tim Maia: “Quem sofre sempre tem que pro­cu­rar, pelo menos vir a achar, razão para viver”.

Vai lá: www.belezanatural.com.br

* Dado da ABIHPEC (Associação Bra­si­leira de In­dústria de Higiene Pessoal, Perfuma­ria e Cos­mé­ticos), de 2007

Tpm +

A diretora de arte Elizabeth Slameck testou o produto de Zica em seus cachos loiros e conta o resultado:

Testado e aprovado

A convite da Tpm, a diretora Beth Slamek liberou seus cachos para um test drive do produto de Zica – e entendeu por que a fórmula está fazendo tanto sucesso

Os cachos de Beth antes dos produtos

Os cachos de Beth antes dos produtos

Por Luiza Karam

Se soubessem falar, os caracóis da diretora de arte Beth Slamek teriam muita história pra contar. Supercacheada, ela sempre investiu uma dinheirama em antifrizz, xampus e condicionadores específicos para tratar as madeixas. “No Brasil, não se encontram produtos de alta qualidade para cabelos com cachos. O jeito é ceder aos altos preços dos importados”, desabafa. Foi pensando em casos como o de Beth – que são muito mais comuns do que imaginam as donas de cabelos lisos – que a Tpm sugeriu a ela um test drive de duas semanas com o xampu e o condicionador do salão Beleza Natural. A designer testou e os cachos aprovaram.

Tpm. Você sentiu seu cabelo diferente, durante o uso dos produtos?

Beth Slamek. Sim. Meu cabelo ficou muito mais hidratado, e os cachos, mais bem definidos. O xampu é de altíssimo nível, bem hidratante, e, para cabelos enrolados, essa propriedade é essencial.

Substitui os importados?

Com certeza! A qualidade dos produtos da Zica é comparável à de produtos do exterior que costumo usar.

Em vez de usar tantos produtos – e tão caros –, não seria mais fácil se render a uma escova definitiva ou alisamento?
Quando adolescente, eu queria ter cabelo liso. Hoje, estou super de bem com meus cachos e até acho esquisito quando faço escova – o que raramente acontece. Sem o volumão, não sou eu mesma! É claro que acabo gastando demais... Acho que o mercado brasileiro está perdendo uma grande oportunidade de criar melhores produtos para cabelos enrolados, assim como fez a Zica. Essa mulher é muito esperta!

A diretora depois de usar os produtos da Zica

A diretora depois de usar os produtos da Zica

Virou adepta do xampu e do condicionador do Beleza Natural, então?
Virei fã e quero continuar usando. Aliás, gostaria mesmo de saber como faço para comprar aqui em São Paulo...

Vai lá: respondendo à Beth e às outras interessadas na “poção mágica” de Zica, os produtos do Beleza Natural podem ser encomendados pelo SAC da empresa (0800-7044446)

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